Barulho animado
Publicado por Regina Volpato em 08 Fev 2010 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 08 Fev 2010 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 01 Fev 2010 | sob: Corrente do Bem
Algo paradoxal ocorre quando nos deparamos com nossa “pequenez” perante a Natureza.
Por um lado, vemo-nos como seres especiais, superiores, capazes de construir tantas coisas, de criar o belo, de transformar o mundo através da manipulação de matéria-prima, da pedra bruta ao diamante, da terra inerte ao monumento cheio de significado, dos elementos químicos a plásticos, aviões, bolas e pontes. Somos artesãos, meio como as formigas, que constroem seus formigueiros aos poucos, trazendo coisas daqui e dali, erigindo seus abrigos contra as intempéries do mundo.
Por outro lado, vemos nossas obras destruídas em segundos por cataclismas naturais, prédios que desabam, cidades submersas por rios e oceanos ou por cinzas e lava, nossas criações arruinadas em segundos, feito os formigueiros que são achatados sob as sandálias de uma criança, causando pânico geral entre os insetos.
O paradoxo se intensifica mais quando olhamos para o céu e vemos a escuridão da noite ou o azul vago do dia, aparentemente estendendo-se ao infinito, uma casa sem paredes ou teto, sem uma fronteira demarcada. E se pensamos que cada estrela é um sol, e que tantas delas têm sua corte de planetas, fica difícil evitar a questão da nossa existência cósmica, se estamos aqui por algum motivo, se existem outros seres como nós -ou talvez muito diferentes- mas que, por pensar, também se inquietam com essas questões, buscando significado num cosmo que só mostra indiferença.
O que sabemos dos nossos vizinhos cósmicos, os outros planetas do Sistema Solar, não inspira muito calor humano. Vemos mundos belíssimos e hostis à vida, borbulhantes ou frígidos, cobertos por pedras inertes ou por moléculas que parecem traçar uma trilha interrompida, que ia a algum lugar mas, no meio do caminho, esqueceu o seu destino. Só aqui, na Terra, a trilha seguiu em frente, criou seres de formas diversas e exuberantes, compromissos entre as exigências ambientais e a química delicada da vida.
Se continuarmos nossa viagem para longe daqui, veremos nossa galáxia, soberana, casa de 300 bilhões de estrelas, número não tão diferente do total de neurônios no cérebro humano. A pequenez é ainda maior quando pensamos que a Terra, e mesmo o Sistema Solar inteiro, não passa de um ponto insignificante nessa espiral brilhante que se estende por 100 mil anos-luz. Porém, se o que vemos no Sistema Solar, a incrível diversidade de seus planetas e luas, é uma indicação, imagine que surpresas nos esperam em trilhões de outros mundos, cada um um grão de areia numa praia.
Ao olhar para o Universo, o homem é nada. Ao olhar para o Universo, o homem é tudo. Esse é o paradoxo da nossa existência, sermos criaturas espirituais num mundo que não se presta a questionamentos profundos, um mundo que segue, resoluto, o seu curso, que procuramos entender com nossa ciência e, de forma distinta, com nossa arte.
Talvez esse paradoxo não tenha uma resolução. Talvez seja melhor que não tenha. Pois é dessa inquietação do ser que criamos significado, conhecimento e aprendemos a lidar com o mundo e com nós mesmos. Se respondemos a uma pergunta, devemos estar prontos a fazer outra. Se nos perdemos na vastidão do cosmo, se sentimos o peso de sermos as únicas criaturas a questionar o porquê das coisas, devemos também celebrar a nossa existência breve. Ao que parece, somos a consciência cósmica, somos como o Universo pensa sobre si mesmo.
Dedico esse texto ao meu querido Luiz, que hoje faz 60 anos.
Publicado por Regina Volpato em 25 Jan 2010 | sob: Corrente do Bem
De

foto: Claudia Ahimsa
Ferreira Gullar:
Traduzir-se
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?
Publicado por Regina Volpato em 23 Jan 2010 | sob: Corrente do Bem

Publicado por Regina Volpato em 18 Jan 2010 | sob: Corrente do Bem
… “Certa vez uma criança arrebatou o melhor de mim. Eu viajava e me encontrava diante de uma encruzilhada. Vi então um menino e lhe perguntei qual seria o caminho para a cidade. Ele respondeu: ‘ Este é o caminho curto e longo e este o longo e curto.’ Tomei o curto e longo e logo me deparei com obstáculos intransponíveis de jardins e pomares. Ao retornar, reclamei: ‘Meu filho, você não me disse que era o caminho curto?’ O menino então respondeu: ‘Porém lhe disse que era longo!’ ”
Na trilha da sobrevivência, a “mesmice” muitas vezes é o caminho curto, o mais simples, e que tem os custos mais elevados (longo). Ir pelo caminho mais simples e mais curto é uma lei evolucionista. Certamente os corpos se movem na direção mais imediata e curta. Os galhos buscam a luz e o animal a água, mas sua inteligência interna, sua alma, está atenta a longas modificações. A tentativa de sobrevivência acontece nos campos de batalha do mundo curto e do mundo longo. As chances de extinção dos que percorrem caminhos curtos que são longos é muito grande. As espécies sobreviventes são aquelas que souberam fazer opções pelo longo caminho curto.
Em nosso dia-a-dia sabemos muito bem quais são os processos curtos e quais são os longos. Fazemos também nossas opções por padrões que optam pelo curto. Mas nossos mecanismos de dectar se são “curtos longos” ou “longos curtos” existem e sempre estão aí para apontar novos inícios, por exemplo, de relações de trabalho, amor ou amizade.
A coragem está em ouvir o menino das encruzilhadas. Ele, com certeza, alerta para ambas as possibilidades de caminho. Este menino das encruzilhadas é a alma. Não se assuste com as parábolas que falam de demônios dissimulados nas encruzilhadas. Os demônios das encruzilhadas querem sempre apontar os caminhos mais “curtos”. Ninguém que alerte para o fato de que os “curtos podem ser longos” e os “longos podem ser curtos” é de ordem demoníaca.
Afinal, as encruzilhadas são de grande importância. Não são meras opções de acesso, mas de sobrevivência, e o curto caminho longo pode não levar a lugar algum. Se você estiver diante de uma encruzilhada, lembre-se do menino e preste atenção para não ser seduzido, pelo corpo, por um caminho curto. Lembre-se de que a paz está primeiro com quem vem de longe.
Extraído de:
Bonder, Nilton
A alma imoral:traição e tradição através dos tempos
/ Nilton Bonder - Rio de Janeiro: Rocco: 1998. páginas 56 e 57
Publicado por Regina Volpato em 11 Jan 2010 | sob: Corrente do Bem
“Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça…”

Mais sobre Mario Quintata, AQUI e AQUI.
Publicado por Regina Volpato em 04 Jan 2010 | sob: Corrente do Bem
Ok, o Brasil não tem tsunami, terremoto, furacão ou nevasca. Mas tem o flagelo da seca e a tragédia das chuvas que devastam e matam. A diferença é que a seca mata de geração em geração, lentamente, dia após dia, longe das redes de TV e da grande imprensa, enquanto as chuvas matam de repente, sorrateiramente, diante das câmeras, das fotos e dos repórteres. A seca do Nordeste empurra os filhos do Brasil para o Sul maravilha. E as chuvas no Sul maravilha fazem o Brasil inteiro chorar.
A virada de 2009 para 2010 no Brasil inunda as redes mundiais de notícias e confronta as realidades dos dois Brasis: o do esplendoroso espetáculo dos fogos do Réveillon em Copacabana e o que sucumbe à lama, à falta de planejamento e à ocupação irregular de encostas.
O contraste vai para as telas e para as páginas, alternando ora pessoas de todas as idades, felizes e em festa, ora as que choram a perda de filhos, mulheres, maridos, pais, mães, amores, não raro famílias inteiras. Ou que, simplesmente, perderam suas casas e todos os seus pertences sob a força da água.
Sem emprego e sem os dentes da frente, um homem ainda jovem olha para a câmera e declara, em choque: “Perdi tudo, até o que nem acabei de pagar”. Ele teve sorte.
Há meia centena de mortos só no Rio, seja em bairros pobres, seja na paradisíaca Angra dos Reis, deixando como mártir da virada do ano a menininha Mariana, de três anos, que passou horas soterrada, foi retirada sob o uivo doído e comovente de um bombeiro e acabou morrendo no hospital.
Tragédias assim têm causas naturais, sim, mas têm também a enorme responsabilidade do poder público e o empurrão da imprevidência, da ganância ou da simples ignorância. E deixam um grito e um eco: prevenir, prevenir, prevenir. Porque, no que vem, tem mais.
PS - Onde estava Sérgio Cabral?
O candidato de fato à reeleição é o vice, Luiz Fernando Pezão?
Página fonte: Clipping Seleção de notícias
Publicado por Regina Volpato em 01 Jan 2010 | sob: Corrente do Bem
E não é que consegui?!
Estou rindo até agora. Foi muito legal! Curti a prova do começo ao fim.
Ontem, 31/12/2009, já acordei ansiosa com a corrida. Almocei no horário de sempre, nada muito pesado e `as 15:30h fomos para a avenida Paulista. Chegar lá é contagiante. As pessoas na rua andam de um lado para outro em meio aos atletas que alongam-se. Crianças procuram os que estão fantasiados, pais com bebês de colo observam. O clima é de confraternização. Eu estava animada mas com um frio na barriga…
Pouco antes da hora da largada fomos para perto do Masp. Uma multidão também estava lá conosco. Depois que a prova começou ainda esperamos mais de 15 minutos para começar a correr. Era muita gente. Nada de empurra-empurra. Nada de falta de educação. Um calorão. Já fui acompanhar o Fernando em muitas corridas de rua. E sempre me emociona esse momento: quando os corredores estão esperando para começar a prova. Estar ali é a etapa final depois de infinitos treinos, de muito esforço; a vontade de se superar paira no ar. Como espectadora acho essa hora mais tocante que a chegada.
Durante minha preparação para a São Silvestre eu ficava pensando no que poderia acontecer comigo nessa hora, na largada. E muitas vezes meus olhos ficavam marejados só de me imaginar ali, no meio da multidão, corajosa, me lançando na aventura de tentar completar a prova. Achei que eu ia chorar, que minhas pernas iam ficar bambas. Que nada!
Eu estava radiante. A ansiedade passou assim que comecei a correr. Eu estava tão feliz de estar ali! E essa sensação continuou durante os 15 km. Em todo o percurso há pessoas aplaudindo. E muitas situações hilárias! Quando estávamos no Minhocão havia uma mulher num apartamento que cantava no karaoke uma música da Madonna. Ela colocou o alto falante virado para fora e foi o som dela que embalou boa parte desse trecho. Maior balada! Na Barra Funda, um bairro residencial da cidade, famílias com cadeiras na calçada apreciavam o movimento enquanto as crianças com mangueiras (ou esguicho) nos davam um refresco, molhando quem queria. Uma delícia! Mas aí começou a ficar mais difícil. Continuou divertido, mas bem difícil. Era o meio da prova. Passamos pelo centro. Muitos bares, com mesas na calçada, churrasquinho, gente bebendo cerveja e nos oferecendo ‘uma geladinha’. Cruel. Logo depois, largo São Francisco e a temida Brigadeiro. Jizuizi, que subida interminável. Mas não parei!!!!!!! Quando entrei na Paulista, já pertinho do fim, eu não cabia em mim de felicidade. Outro momento que, na minha fantasia, ia me fazer chorar. Longe disso! Eu estava tão orgulhosa de mim, tão feliz, realizada. O Fernando não parava de me dar os parabéns. Foi muito gostoso!
A sensação de vitória é indescritível. Eu sempre quis correr a São Silvestre. Sempre admirei os que participavam dela. Mas pensava: ‘não é pra mim’. Eu achava que tinha que ser super-herói para participar da prova. E não precisa. Agora sei que não precisa. Muito esforço, determinação, coragem, concentração, força para vencer a preguiça, respeito pelos limites do corpo… tudo isso é sim essencial. Não é uma prova fácil.
Estou tão feliz! Tão orgulhosa de mim!
Muito obrigada por vocês que torceram para que eu conseguisse. Vocês, sempre comigo, não?!
Obrigada, de novo. Mais um capítulo para nossa história.
E assim, terminou para mim, o ano de 2009.
Que venha 2010. Estou pronta. Revigorada.
Confiante para os novos desafios que certamente virão.
Agora, mais ninja do que nunca!
Beijos, meus amores.
Publicado por Regina Volpato em 21 Dez 2009 | sob: Corrente do Bem
Vejo o pôr-do-sol como um presente divino.
Sempre que posso tento não perder a oportunidade de apreciar os instantes finais da nossa estrela iluminando a paisagem. Meu pensamento vai longe enquanto sinto a mudança de temperatura, observo as sombras e me entretenho com o lusco fusco. Adoro. Fiz esta foto em setembro deste ano. E já no momento em que ela foi clicada pensei em coloca-la aqui, na época do Natal. Minha intenção foi (e continua sendo) dividir o espetáculo com vocês.
Desejo a vocês, meus amores, tranquilidade e paz.
Independente de crença ou religião, que possamos estar perto de quem amamos e, mais importante, que estejamos perto de nós mesmos. Viver sem desenvolver por inteiro o potencial que existe dentro de cada um de nós e acomodar-se com menos é ser tolo. Que tenhamos coragem para tirar as máscaras e os disfarces com os quais tentamos enganar a nós mesmos. Coragem para romper com o estabelecido e buscar o novo. Um novo dentro de nós. Uma nova maneira de ser, mais focada na colaboracão. Só com coragem é possível deixar de ser tolo e conquistar tranquilidade e paz.
Com todo meu afeto,
Feliz Natal!
Publicado por Regina Volpato em 14 Dez 2009 | sob: Corrente do Bem
Crise, palavra pessimista, foi trocada nos anos setenta pelo significado chinês de “oportunidade”, palavra otimista. No entanto, o pessimismo e o otimismo são lados de uma mesma moeda: o desejo de controle. O que não queremos aceitar é que uma crise é convulsão, é involuntária, é fronteira entre nossa atitude e a vida.
A crise é percebida como escassez e se dá mais na relação com a vida do que na realidade. Esquecemos que a vida é em si abundância, um fenômeno para além do descrito por Darwin. Não é a competição que faz a vida, é o compartilhar; não é a escassez que determina o vencedor, mas a capacidade de se relacionar com o meio ambiente de uma forma abundante.
A ecologia, por exemplo, martela a idéia da escassez. Verdade que a mentalidade da falta favorece a contenção, mas também o desejo por acumulo, a competição e o foco na míngua. A penúria é sempre localizada na insuficiência do recurso e nunca na relação de insatisfação. E sobre isso muito tem a dizer o profeta bíblico. Há 25 séculos disseram que a grande evolução espiritual seria de ordem econômica e ética. E se daria na mudança de foco da escassez para a abundância. Não seria a oferta e a demanda que ditaria os valores, mas os valores internos que regulariam a relação com a oferta e a demanda do momento. E eles nos ofereceram um “case”, um modelo experimental:
O profeta Eliseu se viu com cem homens tendo apenas vinte pães. Seu servo disse: “Como hei de pôr isto diante de cem homens? E disse ele: Dá para que comam; comerão, e sobejará”. Comeram e sobrou.
O racionalista lê esta passagem como piedosa desprovida de realidade. Já o crente a lê como uma prova de milagre, de que a realidade é moldável à moral e às expectativas de bondade. Ambas atendem ao desejo de controle e não abarcam o sentido do profeta. O profeta não produz mais pães. Só existem vinte. O que o ele promove é uma relação distinta com a vida. Para que vinte pães alimentem cem homens é necessária uma nova relação com estes recursos. Se o seu foco for a escassez irão matar uns aos outros. O que eles precisam é descobrir alternativas que resgatem a abundância. O profeta não interfere na realidade de oferta e demanda, mas estabelece uma nova relação com o recurso, uma nova economia. A fartura dessa nova relação se dá em ativos de natureza diferente. Há ativos do tipo “soma-zero” que não se reduzem e escasseiam na divisão. Óbvio isto não ocorre com a riqueza ou o poder, mas sim com o conhecimento, a confiança, a amizade, a gentileza e o amor. Esses artigos não rareiam com a divisão, ao contrário, se multiplicam. Só fazendo uso deste tipo de comodities vinte pães podem satisfazer e sobrar para cem homens. Somente elas poderão incluir uma nova metade esquecida da população mundial que quer desfrutar de abundância já que isso não se fará pelos recursos, mas por uma nova relação com a vida.
Nossa relação é equivocada. Olhamos o espaço e o percebemos escasso. A terra não é o lote, o hectare; mas a relação com a vida. Olhamos nosso tempo e o percebemos escasso. Os momentos não são as horas, os dias, a longevidade; mas as escolhas de cada instante. Não há escassez na interação que o espaço promove e não há escassez nas escolhas que o tempo permite.
As crises são advertências daquilo que é, mas não queremos aceitar. Não se trata de conformismo, mas economia. A multiplicação dos pães não virá nem por ilusão ou hiper-realismo. Estará sempre disponível à espécie que souber sair da zona de conforto e se guiar pela abundância, que é por onde a vida passa.
Artigo publicado em:
O GLOBO - 1º CADERNO - OPINIÃO - 27 de setembro de 2008
Publicado por Regina Volpato em 07 Dez 2009 | sob: Corrente do Bem
Amigo é a melhor coisa do mundo. Nada mais verdadeiro, confirmam os psicólogos. Segundo estudos recentes, relações estáveis entre pessoas estimulam a saúde mental e física e até mesmo prolongam a vida.
Contatos sociais parecem ter colaborado para que, na evolução, nosso cérebro se transformasse em órgão de alta capacidade. Robin Dunbar, da Universidade de Liverpool, já havia chegado a essa conclusão há alguns anos. O antropólogo e psicólogo evolucionista percebera que, nos macacos, havia relação entre o tamanho do cérebro e o número de integrantes do grupo: quanto mais elementos tivesse o bando de uma espécie, mais volumoso seria o córtex dos animais.
A partir daí, Dunbar criou uma hipótese sobre o “social brain” (cérebro social), segundo a qual o desenvolvimento das estruturas sociais teria impulsionado a evolução do cérebro. Pois, de acordo com ele, quanto maior o grupo, tanto mais informações sobre os outros indivíduos têm de ser processadas pelo cérebro para que o convívio social possa funcionar. Sendo assim, porém, a capacidade de processamento do cérebro também limitaria o tamanho de nosso círculo social - segundo Dunbar, aproximadamente 150 pessoas. Continua
Página fonte: Revista Mente e Cérebro
Klaus Manhart é filósofo e cientista social.
Publicado por Regina Volpato em 30 Nov 2009 | sob: Corrente do Bem
Dartmoor from James Watson on Vimeo.
Beijos, meus queridos.
Publicado por Regina Volpato em 23 Nov 2009 | sob: Corrente do Bem
Os mais novos defensores do meio ambiente têm cérebros eletrônicos e um corpo feito de aço e concreto. Embora alguns deles possam medir mais de 100 metros de altura, procuram causar o menor impacto possível nos enormes terrenos onde estão instalados. Os edifícios ecológicos, que já começam a aparecer nas cidades brasileiras, usam múltiplas tecnologias para economizar energia e água. Nem por isso são menos eficientes ou confortáveis do que os prédios tradicionais. Ao contrário.
A multiplicação de construções que levam em conta a sua sustentabilidade se tornou uma tendência mundial. Até abril, havia 2 706 edifícios em todo o planeta com certificação Leed — sigla para Leadership in Energy and Environmental Design, que pode ser traduzida como Liderança em Energia e Design Ambiental —, uma das mais conceituadas nessa área. Outros 22 863 prédios aguardavam a análise do U.S. Green Building Council (USGBC), organização não lucrativa responsável pela concessão do título.
Depois que o órgão ganhou representação oficial no Brasil, em 2007, houve um boom de pedidos de avaliação no país. Por enquanto, há apenas quatro pequenos prédios certificados, mas mais de 40 já estão na fila de espera. O processo é rigoroso e demorado. “A construção desses edifícios pode eventualmente sair mais cara, mas a economia gerada faz que o gasto extra se pague a curto ou médio prazo”, diz Nelson Kawakami, diretor-executivo do GBC Brasil. Entre os que aguardam resposta está o Eldorado Business Tower, inaugurado em outubro de 2007 em São Paulo.
Página fonte: Revista Info Exame
Publicado por Regina Volpato em 16 Nov 2009 | sob: Corrente do Bem
Os arquitetos Sylvio Podestá e Jaime Lerner, o diretor do Instituto Cidade Jardim, Sérgio Rocha, e o artista Jean Paul Ganem, mostram que, com um pouco mais de verde e, especialmente, de respeito com os de nossa espécie, poderemos voltar a viver de forma mais integrada com a natureza, sentir que também fazemos parte do meio ambiente, e que as cidades se tornaram, há muito tempo, nosso habitat natural.
A natureza está distante de nós, especialmente nas grandes cidades, em que, muitas vezes, ela se resume a um vasinho de planta esquecido na área de serviço ou a um cachorro que levamos duas vezes ao dia para passear – no máximo. Quando precisamos de um alívio em relação ao tumulto urbano, passamos um tempo no parque – só não dá para ir embora muito tarde! é uma questão de segurança… – ou vamos para a praia, que, aliás, nos parece sempre cheia demais.
Preocupados em sobreviver na “lei da selva” dos seres humanos, nos esquecemos de que também somos natureza, de que todas as pessoas fazem parte da mesma espécie, não importa quais sejam a etnia, a língua, a orientação sexual, a profissão, os hábitos de vida ou quanto dinheiro têm no bolso ou no banco. No reino da individualidade, onde o mais forte prevalece por questões que vão muito além da busca pela sobrevivência, sequer nos damos conta de que as cidades onde moramos são o nosso meio ambiente e que podemos ter uma convivência mais harmônica e integrada se cuidarmos delas como nosso lar.
Continua
Página fonte: Planeta Sustentável
Publicado por Regina Volpato em 11 Nov 2009 | sob: Corrente do Bem
Essa é a primeira eleição que acontece simultaneamente no mundo inteiro. No páreo, estão o nosso planeta e o aquecimento global. Para quem você vai dar seu voto?
Em dezembro, os líderes mundiais irão se reunir, em Copenhague, para decidir como o mundo vai enfrentar as mudanças climáticas. A escolha deles é simples: o planeta Terra ou o aquecimento global.
Essa é uma oportunidade histórica de nos unirmos para pedir uma mudança rumo a um futuro mais sustentável.
Com gestos simples você pode ajudar a mostrar aos chefes de Estado que precisamos de um acordo global de clima justo, eficiente e capaz de salvar o mundo dos impactos das mudanças climáticas.
Publicado por Regina Volpato em 06 Nov 2009 | sob: Corrente do Bem
Não entendo de alquimia . Movida pela curiosidade leio de vez em quando uns artigos aqui, outros ali sobre o tema. Em geral, eles falam sobre transformação e integração como meio de se chegar a harmonização e ao equilíbrio. Fico muito encantada com as transformações que ocorrem além das aparências. As internas, tão silenciosas quanto intensas. São como que explosões que expandem nossa alma, sem que quase ninguém perceba.
Outro dia assisti a um filme que trata disso. “As Horas”, com Nicole Kidman, Julianne Moore e Meryl Streep, com direção de Stephen Daldry. Na mitologia grega As Horas são três filhas de Zeus e representam a semente, germinação e o fruto. A poesia da vida está presente em cada uma dessas fases, que não tenho dúvida, fazem parte da nossa existência. Vivenciar essas fases requer coragem. É sofrido. Mas como diz uma personagem do filme que citei: é impossível buscar a felicidade evitando a vida.
Essa busca, que no meu caso é sempre muito intuitiva, cada vez mais tem valido a pena.
Hoje, 06 de novembro de 2009, este blog completa dois anos no ar. UAU!
Estou radiante por isso! Agradeço, com muita sinceridade, a todos que embarcaram nessa comigo. Pelo menos para mim, tem sido uma experiência maravilhosa. Pura alquimia.
Meus amigos, meus amores, meus queridos: muito obrigada pela companhia!
Beijos,
Regina
Publicado por Regina Volpato em 02 Nov 2009 | sob: Corrente do Bem
Em muitos lugares esta poesia aparece como sendo de Carlos Drummond de Andrade.
Será que é mesmo? Pesquisei em livros e sites nos quais confio mas continuo com dúvidas. Mesmo assim decidi coloca-la porque acho que tem a ver com o feriado do dia 02 de novembro.
Publicado por Regina Volpato em 26 Out 2009 | sob: Corrente do Bem
« Os elementos que compõem a matéria, existem não só como matéria, mas também como símbolo. »
A química oculta, ou alquimia, difere da química vulgar ou normal, apenas quanto à teoria da constituição da matéria; os processos de operação não diferem exteriormente, nem os aparelhos que se empregam. É o sentido, com que os aparelhos se empregam, e com que as operações são feitas, que estabelece a diferença entre a química e a alquimia.
A matéria do mundo físico é constituída de três modos, todos eles simultaneamente reais: só dois desses modos interessam a um nível conceitual diferente, e não é atingível por operações, aparelhos ou processos que sequer se parecem com os que se empregam em qualquer cousa que se chame «química» ou «física» «ocultas» ou não.
A matéria é na verdade, e como crêem o físico e o químico normais, constituída por um sistema de forças em equilíbrio instável, formando corpos dinâmicos a que se pode chamar «átomos» Porque isto é real, e a matéria, considerada fisicamente, é na verdade assim constituída, são possíveis as experiências e os resultados dos homens de ciência, e a matéria é manipulável por meios materiais, por processos apenas físicos ou químicos, e para fins tangíveis e imediatamente reais.
Mas, ao mesmo tempo, os elementos que compõem a matéria têm um outro sentido: existem não só como matéria, mas também como símbolo. Há, por exemplo, um ferro-matéria; há, porém, e ao mesmo tempo, o mesmo ferro, um ferro-símbolo. Cada elemento simboliza determinada linha de força supermaterial e pode, portanto, ser realizada sobre ele uma operação, ou acção, que o atinja e o altere, não só no que elemento, mas também no que símbolo. E, feita essa operação, o efeito produzido excede trancendentalmente o efeito material que fica visível, sensível, mensurável no vaso ou aparelho em que a experiência se realizou.
É esta a operação alquímica.
E isto no seu aspecto externo: porque, na sua realidade intima, é mais alguma cousa do que isto. Como o físico (incluindo no termo o químico também), ao operar materialmente sobre a matéria, visa a transformar a matéria e a dominá-la, para fins materiais; assim o alquímico, ao operar materialmente quanto aos processos mas transcendentemente quanto às operações, sobre a matéria, visa a transformar o que a matéria simboliza, e a dominar o que a matéria simboliza, para fins que não são materiais.
A semelhança, porém, pára aqui. O resultado da experiência física é um produto externo, com que o operador não tem nada, excepto vê-lo, ou ser dono dele, se o é. Mas na experiência alquímica a «força», que o corpo trabalhado simboliza, está em contacto directo com o espírito do operador, e não só do operador, como também de quantos conscientemente o auxiliam (embora sem conhecimento alquímico) na suas experiências. O resultado da experiência, portanto, afecta o operador e os seus «adjuntos» (como se diz) de uma forma diversa e diversamente importante.
s.d.
Fernando Pessoa: O Amor, A Morte, A Iniciação . Yvette K. Centeno. Lisboa. Regra do Jogo, 1985. - 125.

Publicado por Regina Volpato em 19 Out 2009 | sob: Corrente do Bem