Milton Santos - O mundo global visto pelo lado de cá
Publicado por Regina Volpato em 30 Set 2008 | sob: Corrente do Bem
Milton Santos - O mundo global visto pelo lado de cá,
pode ser visto na íntegra AQUI!
Publicado por Regina Volpato em 30 Set 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 27 Set 2008 | sob: Corrente do Bem
“A obra de Paul Newman foi a atuação. Sua paixão foi para as corridas de automóveis. Seu amor foi para sua família e amigos. E seu coração e alma foram dedicados a ajudar a fazer do mundo um lugar melhor para todos”, disse o vice-presidente da fundação Newman’s Own, Robert Forrester, em declaração feita em Westport, Connecticut.
Publicado por Regina Volpato em 23 Set 2008 | sob: Corrente do Bem
Assisti esse documentário há uns 10 anos mais ou menos.
Foi um soco no estômago.
Era a primeira vez que via escancarada uma situação que, de alguma forma, eu já intuía.
Isso muito antes de Tropa de Elite e etc. Talvez hoje, as cenas não pareçam tão chocantes, a realidade menos assustadora.
Talvez tenhamos nos acostumados… Não sei, não…
Na época, caso alguém se lembre, houve uma grande confusão com os envolvidos nas filmagens.
A confusão passou.
O resultado do trabalho está aí. Sobreviveu.
Os dados, seguramente, não são mais os mesmos. Como por exemplo, o número de pessoas envolvidas com o tráfico (na época das filmagens era o mesmo número dos funcionários da prefeitura do Rio de Janeiro!). Mas isso não tira os méritos do filme.
É muito importante vê-lo na íntegra. Veja com calma.
É longo. É forte. Alguns trechos podem ser considerados tendenciosos.
Com todos esses poréns, ele veio para o blog. Por quê?
Porque o assunto é atual. Porque é importante saber quais as reflexões que já foram feitas, como elas evoluíram. Importante conhecer nossa história, inclusive a recente.
Hoje, depois de anos do término deste trabalho, depois de inúmeras edições
de jornais, infinitos mortos, será que nos conhecemos um pouco melhor?
Será que sabemos quais os meandros da nossa sociedade?
Aposto minhas fichas que não!
As eleições se aproximam.
É hora de usarmos nossa arma: o voto.
Nossa munição: a informação.
Publicado por Regina Volpato em 17 Set 2008 | sob: Corrente do Bem
Por menos poluição!
“Em apoio ao Dia Mundial Sem Carro, artistas fizeram uma intervenção em um túnel do complexo viário Ayrton Senna. Utilizando vassouras e panos secos para remover a fuligem depositada pela poluição na parede do túnel, eles escreveram mensagens para a população aderir ao movimento:
Ande.
Vá de bicicleta.
Pegue ônibus.
Use o metrô.
Por menos poluição. 22/09. Dia Mundial Sem Carro
A idéia de escrever limpando a parede deixa escancarado o grau da poluição que atinge a cidade e que compromete a qualidade de vida dos paulistanos.
A extensão da intervenção é de 700 metros de comprimento, cada letra tem 4 metros de largura por 2 metros de altura.”
Publicado por Regina Volpato em 03 Set 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 01 Set 2008 | sob: Corrente do Bem

Do ponto de vista biológico, raças humanas não existem. Essa constatação, já evidenciada pela genética clássica, hoje se tornou um fato científico irrefutável com os espetaculares avanços do Projeto Genoma Humano.
É impossível separar a humanidade em categorias biologicamente significativas, independentemente do critério usado e da definição de “raça” adotada. Há apenas uma raça, a humana.
Sabemos, porém, que raças continuam a existir como construções sociais. Alguns chegam mesmo a apresentar essa constatação com tom de inevitabilidade absoluta, como se o conceito de raça fosse um dos pilares da nossa sociedade.
Entretanto, não podemos permitir que tal construção social se torne determinante de toda a nossa visão de mundo nem de nosso projeto de país.
Em recente artigo na “Revista USP”, eu e a filósofa Telma Birchal defendemos a tese de que, embora a ciência não seja o campo de origem dos mandamentos morais, ela tem um papel importante na instrução da esfera social.
Ao mostrar “o que não é”, ela liberta pelo poder de afastar erros e preconceitos. Assim, a ciência, que já demonstrou a inexistência das raças em seu seio, pode catalisar a desconstrução das raças como entidades sociais.
Há um importante precedente histórico para isso. Durante os séculos 16 e 17, dezenas de milhares de pessoas foram oficialmente condenadas à morte na Europa pelo crime de bruxaria.
As causas dessa histeria em massa são controversas. Obviamente, a simples crença da época na existência de bruxas não é suficiente para explicar o ocorrido.
É significativo que a repressão à bruxaria tenha vitimado primariamente as mulheres e possa ser interpretada como uma forma extrema de controle social em uma sociedade dominada por homens.
Mas, indubitavelmente, a crença em bruxas foi essencial para alimentar o fenômeno. Assim, podemos afirmar que, na sociedade dos séculos 16 e 17, as bruxas constituíam uma realidade social tão concreta quanto as raças hoje em dia.
De acordo com o historiador Hugh Trevor-Roper, o declínio da perseguição às bruxas foi em grande parte causado pela revolução científica no século 17, que tornou impossível a crença continuada em bruxaria.
Analogamente, o fato cientificamente comprovado da inexistência das “raças” deve ser absorvido pela sociedade e incorporado às suas convicções e atitudes morais. Uma atitude coerente e desejável seria a valorização da singularidade de cada cidadão.
Em sua individualidade, cada um pode construir suas identidades de maneira multidimensional, em vez de se deixar definir de forma única como membro de um grupo “racial” ou “de cor”.
Segundo o nobelista Amartya Sen, todos nós somos simultaneamente membros de várias coletividades, cada uma delas nos conferindo uma identidade particular.
Assim, um indivíduo natural de Ruanda pode assumir identidades múltiplas por ser, por exemplo, africano, negro, da etnia hutu, pai de família, médico, ambientalista, vegetariano, católico, tenista, entusiasta de ópera etc.
A consciência de sua individualidade e dessa pluralidade lhe permite rejeitar o rótulo unidimensional de “hutu”, que, como tal, deveria necessariamente odiar tútsis.
Pelo contrário, em sua pluralidade de identidades ele pode compartilhar interesses e encontrar elementos para simpatia e solidariedade com um outro indivíduo que também é ruandês, negro, africano, colega médico, tenista e cantor lírico, e que, entre tantas outras identidades, também é da etnia tútsi.
Em conclusão, devemos fazer todo esforço possível para construir uma sociedade desracializada, na qual a singularidade do indivíduo seja valorizada e celebrada e na qual exista a liberdade de assumir, por escolha própria, uma pluralidade de identidades.
Esse sonho está em perfeita sintonia com o fato, demonstrado pela genética moderna, de que cada um de nós tem uma individualidade genômica absoluta que interage com o ambiente para moldar a nossa exclusiva trajetória de vida.
Alguns certamente vão tentar rejeitar essa visão, rotulando-a de elitista e reacionária. Mas, como ela é alicerçada em sólidos fatos científicos, temos confiança de que, inevitavelmente, ela será predominante na sociedade.
Talvez isso não ocorra em curto prazo aqui no Brasil, principalmente se o Congresso cometer a imprudência de aprovar o Estatuto da Igualdade Racial, o qual forçará os cidadãos a assumirem uma identidade principal baseada em cor.
Um pensamento reconfortante é que, certamente, a humanidade do futuro não acreditará em raças mais do que acreditamos hoje em bruxaria.
E o racismo será relatado no futuro como mais uma abominação histórica passageira, assim como percebemos hoje o disparate que foi a perseguição às bruxas.
(Folha de SP, 2/8)
Sérgio Danilo Pena é médico, doutor em genética humana, é professor titular de bioquímica na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Foi presidente do Programa Latino-Americano do Genoma Humano e presidente do Comitê Sul-Americano do Programa de Diversidade Genômica Humana.
Publicado por Regina Volpato em 29 Ago 2008 | sob: Corrente do Bem
Amigos,
quem acompanha meu trabalho como apresentadora do Casos de Família e aqui, neste blog, estranhou os programas que foram exibidos recentemente.
É do conhecimento de todos até onde vai meu campo de atuação e como tento colaborar para que o programa ofereça um pouco mais, que vá um tantinho além do simples entretenimento.
Adoro comunicação popular. Não tenho nada contra entretenimento. Tenho absoluta certeza de que é, sim, possível unir cultura, humor, informação e diversão num mesmo produto para a TV.
Adoro dar risada. Respostas espontâneas, rápidas, inteligentes e bem-humoradas de muitos dos meus entrevistados já me fizeram quase rolar de rir. Rir junto com eles. E não deles. Isso é que me encanta.
Nos programas recentes ri muito pouco. Em alguns, uma risada tensa, desesperada até.
Decidiram que algumas mudanças seriam necessárias. Gravamos, então, temas seguindo uma nova cartilha. Na minha opinião, nem todos os programas deveriam ter sido exibidos. Mas foram. O último dessa leva nova foi ao ar hoje, 29 de agosto de 2008.
Isso tudo tem me tirado o sono.
Sem falar mais do que devo, digo com convicção que não precisamos de mais violência em nossas vidas. Mais briga, mais confusão, mais estresse, mais bate-boca. Para quê?
Estou muito constrangida. Hoje, acho que eu não deveria ter participado desses programas mais recentes. Mas já aprendi a não me martirizar, nem a me crucificar. Olhar para ontem com os olhos de hoje e se punir é burrice. Porém, esse raciocínio não faz com que meu constrangimento seja menor.
Peço desculpas.
Prezo imensamente meus entrevistados. Tenho o maior cuidado com eles, assim como me preocupo também com as pessoas que me recebem de braços abertos em suas casas, em plena tarde.
Agradeço as inúmeras manifestações de carinho e a enorme compreensão de muitos. Agradeço, igualmente, aos que me alertaram.
Preciso, também, dar uma satisfação: sou funcionária, tenho obrigações e deveres a cumprir na empresa onde trabalho. Tudo isso é verdade. Mas numa conversa muito tranqüila e educada, deixei claro que não tenho vocação (nem saúde, diga-se de passagem) para estar à frente de programas nos moldes dos mais recentes.
Arrisco dizer que também não é intenção da emissora seguir tal cartilha.
Agora preciso colocar o sono em dia, regular os batimentos cardíacos e retomar a vida normal.
Regina Volpato
Publicado por Regina Volpato em 25 Ago 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 18 Ago 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 16 Ago 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 09 Ago 2008 | sob: Corrente do Bem
o filme acima pode ser visto com uma qualidade de imagem bem melhor.
Como? É só clicar aqui! A página do YouTube onde está sendo veiculado o
Haja Coração se abrirá. Se você olhar à direita, logo abaixo da telinha, verá que está escrito watch in high quality. É só clicar ali e… pronto! Divirtam-se!!!
Publicado por Regina Volpato em 05 Ago 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 29 Jul 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 23 Jul 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 20 Jul 2008 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 17 Jul 2008 | sob: Corrente do Bem
Meus queridos,
algumas pessoas dizem não poder comentar os trechos do Casos de Família aqui veiculados, por não terem assistido o programa todo. Gostaria que esses encerramentos fossem compreendidos independentemente do que aconteceu no programa. E acho que isso é possível: a intenção é que eles sirvam como pontapé inicial para uma reflexão entre nós. E não dá para comentarmos o programa neste espaço porque quem não viu ficaria “boiando”, né?
Publicado por Regina Volpato em 09 Jul 2008 | sob: Corrente do Bem
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.
Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando
para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Publicado por Regina Volpato em 02 Jul 2008 | sob: Corrente do Bem
“Control C captura o texto na tela. Control V põe ele onde você bem entender. Rápido e irresistível. São os comandos preferidos da geração “copia e cola”.”
A denúncia é do repórter Flávio Fachel.
“A gente corre um risco de uma geração medíocre, de uma geração mediocrizada. De querer tudo rápido, tudo fácil, só que o mercado de trabalho não vai aceitar isso. A vida não aceita isso”, alerta psicopedagoga Alba Maria Leme Weiss.
Vejam na matéria, abaixo, do Jornal Nacional de 28.05.2008:
“O que esperar de um profissional que compra o trabalho de conclusão de curso para terminar a faculdade? No Rio Grande do Sul, o Jornal Hoje investigou o comércio ilegal de monografias e descobriu até um programa criado para farejar plágios.”
“O engenheiro de computação Maximiliano Zambonatto Pezzin desenvolveu um programa que submete o arquivo de trabalhos enviados pelos alunos a sites de busca e identifica similaridade com trechos de outros trabalhos. Ao ultrapassar a incidência considerada aceitável, o programa acusa o plágio e a origem da pirataria. O programa deu tão certo que Pezzin resolveu disponibilizá-lo na internet. É o Farejador de Plágio, que pode ser baixado gratuitamente no site http://br.geocities.com/farejadordeplagio/perguntas.html. A versão para teste abre arquivos de até 300 Kb e analisa 50% do arquivo. Quem quiser fazer uso completo do Farejador precisa pagar R$ 19,90. Mais de 2,5 mil downloads para teste já foram realizados.
Fonte: Jornal Zero Hora”, Priscila Conte
Publicado por Regina Volpato em 25 Jun 2008 | sob: Corrente do Bem

“[…] Nada a irritava mais — e ela se encarregou de proibir tal tratamento — do que ser chamada de “primeira-dama”. Por que não? Ela me explicou: “Porque é uma tradução muito literal, imediata, do termo em inglês, que tem história. Não passaria pela cabeça de ninguém, nos EUA, dizer que não gosta da expressão first lady. Aqui no Brasil, dama não é um termo que se use…” E foi adiante, explicando que a expressão, em nosso país, designava um outro tipo de mulher. Segundo Ruth, a mulher de presidentes e chefes de governo, na modernidade, “são profissionais, pessoas que têm independência intelectual e pessoal.” […]”.
“[…] Ruth tinha dois stents no coração. Era uma paciente cardíaca, o que pouca gente sabia porque ela jamais permitiu qualquer zona de ambigüidade entre a vida privada e a sua atuação pública. Ainda que fosse desprovida de todas as outras óbvias qualidades, tinha uma que faz uma falta imensa ao país: decoro. É isto: Ruth morreu, e o país ficou menos decoroso.[…]”
Publicado por Regina Volpato em 25 Jun 2008 | sob: Corrente do Bem