Mumuru,
a estrela dos lagos

Publicado por Regina Volpato em 26 jul 2010 | Sob: Corrente do Bem

Mumuru, a estrela dos lagos

Maraí, uma jovem e bela índia, muito amava a natureza. À noite, ficava a contemplar a chegada da Lua e das estrelas. Nasceu-lhe, então, um forte desejo de tornar-se uma estrela.

Perguntou ao pai como surgiam aqueles pontinhos brilhantes no céu e, com grande alegria, veio a saber que Jacy, a Lua, ouvia os desejos das moças e, ao se esconder atrás das montanhas, transformava-as em estrelas. Muitos dias se passaram sem que a jovem realizasse seu sonho. Resolveu então aguardar a chegada da Lua junto aos peixes do lago.

Assim que esta apareceu, Maraí encantou-se com sua imagem refletida na água, sendo atraída para dentro do lago, de onde não mais voltou. A pedido dos peixes, pássaros e outros animais, Maraí não foi levada para o céu. Jacy transformou-a numa bela planta, ganhando o nome de Mumuru, a vitória-régia.

Lenda Indígena – Sem Autor
Extraído do site Desvendar

vregia

Vitória Régia.

Percussão com o corpo

Publicado por Regina Volpato em 19 jul 2010 | Sob: Corrente do Bem

Sobre o Barbatuques, aqui.

Ausência,
Carlos Drummond de Andrade

Publicado por Regina Volpato em 12 jul 2010 | Sob: Corrente do Bem

Ausência
Carlos Drummond de Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Assinatura Carlos Drummond 1


Astronomia e Arte

Publicado por Regina Volpato em 28 jun 2010 | Sob: Corrente do Bem


VanGogh1


A pintura acima, A Noite Estrelada (The Starry Night) produzida por Vincent van Gogh em 1889, foi inspiração para a canção “Starry, Starry Night” de Don McLean.


Você pode ver aqui a letra de “Starry, Starry Night”, com tradução. Abaixo, um vídeo com a música e os trabalhos de van Gogh, incluindo a pintura A Noite Estrelada.



Do blog:

AstroPT, um projeto de astronomia em Portugal.

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Os comentários voltarão as ser moderados
depois do dia 11 de julho.
Beijos,
Regina

Mas que nada

Publicado por Regina Volpato em 21 jun 2010 | Sob: Corrente do Bem

Mas que nada
de Jorge Ben Jor
com Perpetuum Jazzile


Futebol como “chave”
de uma vida saudável

Publicado por Regina Volpato em 14 jun 2010 | Sob: Corrente do Bem


Futebol como “chave” de uma vida saudável

Universidade do Porto integra projeto dinamarquês para investigar
o potencial desta prática desportiva na saúde

Por Carla Sofia Flores

41733 1 A prática de futebol não é direcionada apenas a profissionais, sendo vista como algo que proporciona momentos de lazer e diversão a todos aqueles que gostam de dar uns “toques na bola”. No entanto, um projeto de investigação iniciado na Dinamarca, mas que alberga vários países, inclusive Portugal, pretende ir mais além e averiguar os benefícios do ”desporto rei” em vários campos da saúde.

Neste sentido, a Universidade do Porto (UP), nomeadamente através das faculdades de Desporto (FADEUP) e Medicina (FMUP), vai colaborar com duas investigações que pretendem avaliar a prática de futebol recreativo como meio de combate ao sobrepeso e obesidade de crianças e jovens entre os oito e 18 anos e como meio de diminuição dos fatores de risco de doenças cardiovasculares de indivíduos adultos sedentários do meio empresarial. Continua .

Página Fonte: CiênciaHoje

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Morreu o Premio Nobel da Literatura

José Saramago

18 de Junho de 2010

saramagoespecial1 1

Ocidente “made in China”

Publicado por Regina Volpato em 07 jun 2010 | Sob: Corrente do Bem

Ocidente made in China
Clonar os países mais ricos do mundo em seu território. É a mais nova receita chinesa para construir cidades ao gosto das empresas estrangeiras e, mais ainda, dos próprios chineses
por Maurício Horta


Sinos badalam na torre de uma igreja gótica. Mas não são sinos. A melodia vem de alto-falantes instalados lá em cima, com um timbre de secretária eletrônica. Sigo em frente até a curva da viela, onde as únicas pessoas à vista são estátuas de bronze e guardas de segurança vestidos de vermelho. Lá, um prédio de estilo georgiano, do século 18, surge em frente a um outro, vitoriano, do século 19. Dentro deles, nada, apesar das placas “Record Shop – classical jass (sic)”, ou “Public House – open all day – excllent (sic) hot and cold food”. Bate-se nas paredes e, no lugar do som seco do mármore ou do concreto, um ruído oco, redondo, falso. Made in China.
Thames Town fica em Songjiang New City, um município feito para abrigar 300 mil habitantes, construído 30 quilômetros a sudeste do centro de Xangai. Até 2020, 400 novas cidades deverão surgir na China para abrigar 300 milhões de pessoas que deixarão o campo para embarcar na China moderna. Mas Songjiang New City não é para elas. Seguindo a onda de países mais desenvolvidos, as grandes cidades da China estão ganhando cada vez mais subúrbios, para que os novos-ricos locais e os homens de negócio estrangeiros gastem nas calmas periferias as fortunas que ganham no centro.
Nesse país-canteiro-de-obras, onde a indústria da construção civil responde por 7% do PIB, condomínios fechados não bastam – são necessárias novas cidades inteiras. Em 2001, o governo de Xangai lançou o programa One City, Nine Towns (“Uma Cidade, 9 Municípios”) com o objetivo de aliviar a pressão populacional do centro. Nove centros urbanos, com capacidade total de 500 mil habitantes, estão sendo construídos num raio de 40 quilômetros da metrópole à beira do rio Yang Tsé. Agora começam a sair os primeiros. E a China, que já era parque de diversões de arquitetos internacionais, está virando o SimCity dos urbanistas.
SimCity? Ele mesmo: o game em que o jogador planeja e governa cidades. O pessoal envolvido com o projeto trabalha como se estivesse jogando SimCity. Nesse jogo você pode instalar construções famosas, como o Big Ben, a Casa Branca e a Torre Eiffel, nas cidades que constrói. E o projeto One City, Nine Towns segue exatamente essa linha: Songjiang é uma cidade inglesa; Anting, alemã; Luodian, sueca. E assim por diante
Continua

Página fonte: Revista Superinteressante


Morar bem,
por Sylvio E. de Podestá

Publicado por Regina Volpato em 31 mai 2010 | Sob: Corrente do Bem


Morar bem para mim é:



Poder desfrutar do urbano em um ambiente calmo, com vista para o sol e a lua. Poder sair à rua e encontrar vizinhos e amigos. Cumprimentar o lixeiro, a formiguinha, o carteiro. Ir a padaria e discutir o jogo do campeonato, notícias boas e más do fim de semana. Roubar muda do jardim e pendurar conta no bar.


Ter mesa marcada com os amigos do repiauer e discutir bobagem, fórmula um, bush e outros games. Dizer que prefere o bem-te-vi e não o pardal. Que as amoras sujam o passeio anunciando boa safra e as mangueiras já começam a florir. Por tela no telhado porque os abacates manteigas estão quebrando as telhas. Saber no sinal que já é época de caqui. Aprender qual ônibus que vai para o centro e que dia de feira é quarta.


Preferir a original com salada de tomate e pastel de queijo. Ver do trabalho o barulho dos meninos chegando e saindo de casa. Ver a rua e o céu, as flores roxas do bairro que se abrem em primaveras e quaresmas.


Sentir o cheiro dos temperos quando se iniciam os almoços e pensar que a casa precisa de uma pintura, uma apara nos cactos do jardim e adubo para o pé de acerola -estão caindo muito.


Colocar em ordem certa os santos que dão nome às ruas que arrodeiam e protegem a Leopoldina esquina com Cristina, o cruzamento mais feminino da cidade.
Ligar para os compadres e padrinhos pra dizer que vai ter churrasco, prometer que este ano vai de qualquer jeito a Oktuberfest e praia na Bahia.
Matar o aniversário de sábado à noite, afagar o cachorro, beijar a mulher e dormir assistindo TV.

Sylvio Emrich de Podestá, arquiteto

O Peixe (Patativa do Assaré)

Publicado por Regina Volpato em 24 mai 2010 | Sob: Corrente do Bem

O Peixe
Patativa do Assaré



Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.

Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a insconsciente,
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.

O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.

Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte!



Patativa do Assaré
* 05/03/1909 – † 08/07/2002
Mais sobre o poeta aqui!

Fonte: Revista Agulha/ Jornal de Poesia

James Cameron:
antes de Avatar…um garoto curioso

Publicado por Regina Volpato em 17 mai 2010 | Sob: Corrente do Bem




Com seus filmes de alto orçamento (e faturamento ainda maior) James Cameron cria mundos fictícios totalmente únicos. Nesta apresentação pessoal, Cameron nos revela sua fascinante infância – desde a leitura de ficção científica até a prática de mergulho profundo – e como essas experiências levaram ao grande sucesso de seus campeões de bilheteria “Aliens”, “Exterminador do Futuro”, “Titanic” e “Avatar”.

*** Para assistir com legendas, clique em “View subtitles” e escolha o idioma. ***


Eros e Psique

Publicado por Regina Volpato em 10 mai 2010 | Sob: Corrente do Bem

De
fpcaricatura 1 2
Fernando Pessoa:

Eros e Psique


Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,

E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.

Página fonte

rpipoca

erosepsique


Como Eros, o cupido e seu grande amor,
a mortal Psiquê, se conheceram.
História de origem grega.
Para ouvir clique aqui.

Claude Debussy – “Claire de Lune”

Publicado por Regina Volpato em 03 mai 2010 | Sob: Corrente do Bem



Claude-Achille Debussy

(Saint-Germain-en-Laye, 22 de Agosto de 1862 — Paris, 25 de Março de 1918) foi um músico e compositor francês. Para saber mais, clique aqui.


Hubble celebra 20º aniversário

Publicado por Regina Volpato em 26 abr 2010 | Sob: Corrente do Bem

Hubble celebra 20º aniversário
NASA e ESA constroem telescópio substituto


O telescópio mais famoso da história está há duas décadas em órbita. A 24 de Abril de 1990 foi colocado a bordo do Discovery, e hoje a NASA, antecipando a celebração apresenta novas imagens do céu obtidas por esta maquina cientifica única.

O Hubble permitiu descobertas deslumbrantes e trouxe imagens do Universo nunca antes vistas, que cativaram milhões de pessoas que nunca tinham pensado muito sobre astronomias. Além disto, o telescópio espacial, que necessita de reparações de custos elevados para melhora-lo ao longo dos anos, chega a este aniversario em plena forma, proporcionando informação cientifica de qualidade sobre o céu.

A determinação da idade do Universo em mais de 13 milhões de anos, as observações do cosmos profundo, em que se observou pela primeira vez galáxias de diferentes tipos e formas, muitas delas nos limites do cosmos visível, os ninhos de estrelas onde nascem novos astros, os planetas extrasolares ou os contornos de buracos negros são algumas das contribuições do Hubble para a ciência e o conhecimento geral.

O Universo em expansão

Mais próximo da Terra, o telescópio não perdeu um acontecimento único como os espectaculares choques dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra Júpiter, em 1994. Também foi este telescópio que descobriu que a expansão do Universo está a acelerar-se em que participaram milhares de astrónomos de todo o mundo.

Factos que certamente orgulhariam o astrónomo Edwin Hubble, que revolucionou a astronomia quando constatou que o Universo estava em expansão e em cuja honra se batizou o telescópio.
Continua

Página fonte: CiênciaHoje


Música no feriado

Publicado por Regina Volpato em 21 abr 2010 | Sob: Corrente do Bem

Teresa e a Torcida
Danilo Moraes e Ricardo Teté


E a comida?
Chegou de moto!

Publicado por Regina Volpato em 19 abr 2010 | Sob: Corrente do Bem


E a comida? Chegou de moto!
Por Adriana Lima


Segundo a Associação Brasileira de Motociclistas, 500 mil trabalhadores ganham a vida fazendo um importante movimento que, num passado recente, poderia ser definido como “da cozinha para copa”. Ou seja, milhares de motociclistas profissionais levam a comida saída do forno para quem deseja consumi-la. E não podem demorar fazendo isso. Os clientes – e o patrão – têm pressa.

A food delivery – ou em bom português “entrega de alimentos” – é apenas uma vertente de um grande negócio chamado food service ou “alimentação fora do lar”, que, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), faturou R$ 38 bilhões somente no ano passado e reúne um milhão de estabelecimentos entre restaurantes, padarias, bares e lanchonetes, nos quais os brasileiros deixam 26% de tudo que gastam com alimentação. A previsão é que em 20 anos esse percentual chegue a 40%, patamar já atingido e ultrapassado pelos Estados Unidos e Europa.

O destaque do segmento é a demanda por alimentação rápida, a conhecida fast food. São coxinhas, arroz com feijão e carpaccios consumidos entre o término de uma reunião e a apresentação de um relatório. “As pessoas têm uma idéia equivocada de que fast food são hambúrgueres das grandes redes de lanchonetes. Se um estabelecimento oferece condições para que um cliente, em um tempo curto, entre, coma e saia satisfeito, ele pode ser considerado fast food ” esclarece Célio Salles, membro do Conselho de Administração da Abrasel.

Frequentemente as comidas de produção rápida são apontadas como vilãs patrocinadoras da obesidade, assim como das doenças a ela associadas. A médica Eliete Bouskela, chefe da Unidade de Pesquisa Clínica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), faz uma associação direta entre o comer rápido e a obesidade, posição defendida a partir dos resultados de uma pesquisa realizada junto a jovens com excesso de peso.

A médica esclarece que quem come rápido tem mais tendência a engordar, pois a velocidade da alimentação faz com que o estômago se dilate e se instaure o hábito de comer cada vez mais. Da mesma forma, o cérebro não registra a informação de que o organismo está saciado com aquela quantidade de alimento. Na pesquisa foi notado que, normalmente, as pessoas obesas comem com muito mais pressa. Além disso, Bouskela aponta a falta de oferta de comida balanceada nos estabelecimentos fast food.

Para a Abrasel a culpa da má alimentação não é dos fast foods ou da food service, como um todo. O problema está na cultura nacional de privilegiar alimentos pouco saudáveis, acredita o conselheiro Salles. “O nosso setor é rápido e reativo. Se existe uma demanda diferente, pode-se ter certeza que em dois meses será aberto um estabelecimento para atendê-la. Comida não se impõe, os clientes pedem o que querem e o estabelecimento se adapta”, afirma. “As pessoas pedem alimentos saudáveis mais no discurso do que na prática”, completa.
Continua

Página fonte: ComCiência – SBPC/Labjor – Revista Eletrônica de Jornalismo Científico


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Dia Do Índio


Em 1940, realizou-se no México o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Durante o evento, os participantes escolheram 19 de abril como o Dia do Índio. Três anos depois, a data foi oficializada no Brasil. Existem mais de 200 nações indígenas no país. Elas têm seu idioma, seu jeito de ver o mundo e de fazer festas. Algumas vivem isoladas, outras em grandes cidades e muitas lutam para preservar suas terras e suas tradições. A maioria dos povos indígenas vive nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. O Xingu, região da Amazônia, abriga o maior número de tribos indígenas do Brasil. Para saber mais, clique AQUI!

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Estilo de vida,
por Drauzio Varella

Publicado por Regina Volpato em 12 abr 2010 | Sob: Corrente do Bem


Estilo de vida
Drauzio Varella

É inacreditável a resistência do ser humano ao sofrimento físico. Em mais de 30 anos de medicina, vi doentes enfrentarem cirurgias mutiladoras seguidas de períodos pós-operatórios que exigem semanas de internação, submeterem-se a tratamentos agressivos com medicamentos que abrem feridas na boca e provocam vômitos incoercíveis, resistirem a dores lancinantes durante meses e, ainda assim, lutarem para preservar a vida até sentirem exaurido o último resquício de suas forças.
O heroísmo com o qual defendemos nossa existência quando ameaçada, no entanto, contrasta com a incapacidade de mudarmos estilos de vida que conduzirão a doenças gravíssimas no futuro. Não me refiro apenas a mudanças radicais como largar de beber, deixar de fumar ou de ter relações sexuais desprotegidas com múltiplos parceiros, mas especialmente aos comportamentos rotineiros: comer um pouco mais do que o necessário, passar o dia sentado, esquecer de tomar remédios e de fazer controles periódicos de saúde.
Nas grandes cidades, não faltam justificativas para nossa irresponsabilidade na prevenção dos problemas de saúde que afligem o homem moderno: doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, hipertensão, reumatismo, osteoporose e outras enfermidades degenerativas. “Saio cedo, perco horas no trânsito e volto tarde, morto de fome, como vou fazer para levar vida saudável?” – é a desculpa que damos a nós mesmos para justificar o descaso com um bem que a natureza nos ofertou sem termos feito qualquer esforço pessoal para merecê-lo: o corpo humano.
O corpo humano é uma máquina construída para o movimento. Não fosse assim, para que tantos ossos, músculos e articulações? Só que, ao contrário de outras máquinas desenhadas com a mesma finalidade -como o avião, por exemplo – que se desgastam enquanto se movimentam, o organismo humano se aprimora com o andar.
A falta de movimentação contraria as forças seletivas que forjaram as características de nossa espécie. Pessoas sedentárias como somos hoje teriam dificuldade de sobrevivência num mundo sem automóvel, telefone e supermercado na esquina. Antes do advento da agricultura – criada há meros dez mil anos -, nossos antepassados eram forçados a consumir quantidade substancial de energia para conseguir água e alimentos atualmente disponíveis ao alcance da mão. Quando tinham a felicidade de encontrá-los, precisavam retirar deles o máximo de calorias disponíveis para sobreviver às épocas de vacas magras que viriam em seguida.
Durante cinco milhões de anos, a sobrevivência de nossa espécie num mundo desprovido de tecnologia para estocar provisões exigiu um planejamento preciso da relação entre a energia investida na procura de comida e a recompensa calórica obtida ao encontrá-la. Forjado nesses tempos de penúria, nosso cérebro herdou o desprezo pelos alimentos pouco calóricos e a predileção obstinada pelos de alto conteúdo energético, como as carnes gordurosas e os açúcares que atormentam a vida do homem moderno em conflito permanente com a balança.
Somos descendentes de mulheres e homens que sobreviveram até a idade reprodutiva graças à capacidade de evitar perigos imediatos, proteger a prole, ingerir calorias em excesso para manter a integridade física em caso de jejum prolongado e descansar no intervalo das refeições para economizar energia. Na seleção natural, levaram vantagem os que souberam planejar a rotina diária de modo a chegar à vida adulta em condições físicas propícias ao acasalamento. Planejamento do futuro distante não exerceu pressão seletiva em nossa espécie. Para quem vivia no desconforto das cavernas, que vantagem reprodutiva haveria na preocupação em prevenir ataques cardíacos, derrames cerebrais ou câncer de próstata?
Como conseqüência desse passado, somos excelentes organizadores do dia-a-dia e tão incompetentes para planejar a longo prazo. Sabemos exatamente o que fazer para não passar fome naquela semana, como reservar algumas horas para dormir, trabalhar ou fazer sexo, mas somos incapazes de modificar o mais elementar de nossos hábitos mesmo sabendo que as conseqüências poderão ser fatais.
Por isso, é mais fácil um doente com infarto aceitar uma ponte de safena do que conseguir que as pessoas andem míseros 30 minutos diários; retirar um pulmão inteiro por causa de um tumor maligno do que fazer um fumante largar do cigarro; indicar transplante de rim num hipertenso do que obter regularidade na tomada do remédio para abaixar a pressão; amputar a perna de um diabético com obstrução vascular do que convencê-lo a controlar a glicemia.

Página fonte: Site Oficial Dr. Drauzio Varella


Eu quero é botar meu bloco na rua,
Sérgio Sampaio

Publicado por Regina Volpato em 05 abr 2010 | Sob: Corrente do Bem



Eu quero é botar meu bloco na rua

(Sérgio Sampaio)

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero todo mundo nesse carnaval…

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

Tributo a Sérgio Sampaio

Lançamento do CD “hoje não!”


Uma Abordagem Ética à Proteção Ambiental (Dalai Lama)

Publicado por Regina Volpato em 29 mar 2010 | Sob: Corrente do Bem


De
dalailama 1
Dalai Lama:


Uma Abordagem Ética à Proteção Ambiental

A paz e a vida na Terra estão ameaçadas por atividades humanas não compromissadas com valores humanitários. A destruição da natureza e seus recursos é resultado da ignorância, da cobiça e da falta de respeito pelos seres vivos, incluindo nossos próprios descendentes. As gerações futuras herdarão um planeta extremamente degradado, caso a paz mundial não se efetive e a destruição da natureza continue nesse ritmo.

Nossos ancestrais viam a Terra como rica e generosa, o que ela realmente é. Muita gente no passado também via a natureza como inexaurivelmente sustentável. Está comprovado que caso cuidemos bem da Terra, ela pode ser efetivamente uma fonte inesgotável de recursos.

Não é difícil perdoar a destruição causada à Terra no passado, fruto da ignorância. Hoje, contudo, temos fácil acesso a todo o tipo de informação e é essencial que examinemos eticamente o que herdamos, quais são nossas responsabilidades e o que passaremos para as gerações vindouras. Muitas dessas gerações poderão não conhecer habitats, animais, plantas, insetos e microorganismos da Terra. Temos a capacidade e a obrigação de agir e devemos fazê-lo antes que seja tarde demais. O mesmo cuidado que temos em cultivar relações pacíficas com nossos semelhantes, deve ser estendido ao meio ambiente.

E não apenas por uma questão moral ou ética, mas pela nossa própria sobrevivência. Para a geração presente e para as futuras, o meio ambiente é fundamental. Se o explorarmos exaustivamente, podemos receber algum benefício hoje, mas, a longo prazo, sofreremos as conseqüências. Quando o meio ambiente se altera, as condições climáticas também se alteram e, por conseguinte, nossa saúde está sendo muito afetada. Repetindo, a conservação não é meramente uma questão moral, mas sim da nossa própria sobrevivência.

Portanto, para conseguirmos proteção e conservação ambiental mais eficazes, é essencial que o ser humano desenvolva um equilíbrio interno. O desconhecimento em relação à importância da preservação do meio ambiente causou graves danos à humanidade. Precisamos agora ajudar as pessoas a compreenderem a necessidade urgente da proteção ambiental para a nossa sobrevivência.

Se você quer ser egoísta, então seja sábio e não mesquinho em seu egoísmo. A chave está no nosso senso de responsabilidade universal. Essa é a verdadeira fonte de luz, a verdadeira fonte de felicidade. Se esgotarmos tudo o que estiver disponível na Natureza, como árvores, água e sais minerais, e não fizermos um planejamento adequado para as próximas gerações, para o futuro, certamente estaremos em falta. Entretanto, se tivermos um verdadeiro senso de responsabilidade universal como força motriz, nossa relação com o meio ambiente e com nossos vizinhos serão bem mais equilibradas.

Por último, a decisão de salvar o meio ambiente deve brotar do coração do homem. Clamemos a todos para que desenvolvam um senso de responsabilidade universal fundamentado no amor, na compaixão e na clareza de consciência.

(Texto extraído da obra A Policy of Kindness, Snow Lion Publications, 1990.)

Página fonte: Dalai Lama

É hoje!

Publicado por Regina Volpato em 27 mar 2010 | Sob: Corrente do Bem

Hora do Planeta!

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Das 20h30 às 21h30, apague as luzes da sua casa!

Avise os amigos! Avise os vizinhos! Ainda dá tempo!



Saiba mais sobre

HORA DO PLANETA

Os Meus Livros (Jorge Luis Borges)

Publicado por Regina Volpato em 22 mar 2010 | Sob: Corrente do Bem


De

Jorge Luis Borges:
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Os Meus Livros

Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.

Jorge Luis Borges, in “A Rosa Profunda”

Jorge Luis Borges
(1899-1986)
Escritor argentino

Mais Borges aqui!


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