Das Mentes Flexibilizadas (Ponto de bifurcação)
Publicado por Regina Volpato em 23 nov 2007 | Sob: Corrente do Bem

33. Das Mentes Flexibilizadas (Ponto de bifurcação), artigo de Lucia Maria Paleari
“Vivemos tempos de assombro, de arbitrariedades, de imoralidades em todos os segmentos sociais. Em cada qual, características peculiares e diferentes graus de sofisticação comportamental, mas que traduzem uma só realidade: perdemos a dignidade humana e sucumbimos à corrupção, ao individualismo, à hipocrisia.
São estas ferramentas e armas do cotidiano, que fazem flamejar aviões mergulhados nos gritos desesperados de 199 vítimas conhecidas. São essas mesmas ferramentas e armas do cotidiano, que fazem flamejar o índio que repousa ao relento. São essas mesmas ferramentas e armas do cotidiano, que fazem flamejar o coração dos excluídos.
O Homo demens economicus racionaliza, se justifica e segue na empreitada de investimentos contra a vida, amparado pela consciência flexibilizada que lhe garante, senão o perdão, vista grossa à falta de observância das responsabilidades, dos imprescindíveis limites e cumprimento de normas, indispensáveis à boa saúde social.
Consciência flexibilizada que em lugar das penas cabíveis respalda as transgressões e insanidade, por meio de equivalente despudor e imoralidade, atitude que serve como alento nos, talvez raros, possíveis lampejos de decência e desassossego, que a solidão tem por capricho despertar.
Hoje, a virtude confunde-se com o mal, e a retidão de caráter e a sinceridade, ameaçam. Exercita-se o pacto do biltre: cada um por si e todos pela derrocada humana e do planeta.
As cenas se multiplicam, diversificam e traduzem sempre a mesma realidade cruel. Como cruéis, perversos, foram os rapazes desocupados e inúteis, que perambulando de carro pela madrugada à procura do nada, se depararam com uma mulher.
Imagem inversa, reversa, o avesso desses covardes, até então desconhecidos, que a agrediram. Segundo um dos pais dos agressores, “crianças que fazem faculdade” e que, por isso, não deveriam sequer ficar detidas em uma delegacia. Essas “crianças”, com palavras e atitudes nada ingênuas, demonstraram ter incorporado os padrões de conduta de quem usa do dinheiro farto para garantir a impunidade.”
Departamento de Educação do Instituto de Biociências da Unesp – Botucatu
O artigo completo está na página:









Olá Regina,
Esse texto é muito interessante e nos faz refletir mais uma vez, sobre o que estamos fazendo para mudar o mundo e que tipo de atitude estamos tomando. Mas antes de tudo, essa mudança tem que começar, primeiramente, dentro de nós mesmos.
Mais uma vez parabéns pelo seu blog e pelo programa, estão cada vez melhor!!!
Beijos, fique com Deus!!
Obs.: Gostaria que me mandasse seu endeço de e-mail, vc tem?
Boa Noite!
Jovem Senhora:
A falta de exemplo de BOA CONDUTA, na formação familiar, no poder judiciário, nos políticos, em vários setores sociais tornou-se de PRAXE a todos nós. A consciência coletiva, isto é, o conjunto das maneiras de agir, de pensar e de sentir, é característica geral de determinado grupo ou sociedade, dará feição particular a uma sociedade e permitirá distinguir por exemplo um Brasileiro de um Norte Americano. À medida que os lideres de uma massa, de uma grande turma acabam incitando a violência, a corrupção a impunidade, incitando a destruição gratuita das coisas, as pessoas entram num estado quase de transe de consciência, quase fora de si e vão atrás desse MODELO de destruição de extravasar a raiva, a insatisfação, a angústia que estão sentido e que não tem nada a ver com aquele momento, com aquela situação em si.
O grande problema desse século está em encontrar meios para proteger o HOMEM de seu SEMELHANTE.
A que ponto chegamos?
” A paz humana se localiza no horizonte, a medida que caminhamos em direção a ela, ela se distancia…
Então eu pergunto, para que caminhamos em direção a ela?
e, me veio a resposta… é que a medida que você percorre em direção a PAZ, forma uma trajetória de harmonia na sua estrada”
Saudações,
Oi Regina!!
Acho que realmente estamos vivendo em um ponto de bifurcação.
De uma ponta estão os que cometem crimes,mas,são protegidos por sua classe econômica.
E na outra ponta os menos favorecidos,que se acostumam,se conformam com a violência e acham tudo normal.
Infelizmente tanto a violência física,como a verbal estão se tornando coisas corriqueiras.
É uma triste realidade,mas,acredito que querendo todos nós podemos mudar essa situação.
Beijos
Olá Regina,
Pois é, texto verdadeiro e que nos deixa muito preocupados com nosso futuro.
É complicado também quando diante das atribulações da vida uma pessoa se vê obrigada a colocar um ajudante que julga da sua confiança pra tomar conta de filhos ou de pais idosos e de repente vê em um vídeo esse “ajudante” agredindo seu ente indefeso. Não vejo isso acontecer nem no mundo animal já que dizem que os animais são irracionais e nós humanos é que somos racionais.
Outro dia passando pela rua vi uma mulher pegando sua filhinha pelo braço e praticamente arrastando pela rua já que a criança era tão pequena que se desequilibrava na velocidade em que sua mãe andava. A cena tá fresca em minha memória, minha vontade era de descer do carro, pegar a criança e levar pra minha casa pra tratar com amor e carinho.
Diante dessas situações eu me pergunto, o que esperar do futuro? O que podemos esperar para o futuro dessas crianças?
Bom, deixo aqui minha reflexão.
Beijos mil pra você e fique com Deus
Regina, é uma honra poder escrever no seu blog. Sabe Regina tenho 23 anos e sou sua hiper fã, adoro seu programa e principalmente seus comentários no final de cada caso.
O que mais me chama a atenção em varias qualidades sua é o espirito maternal. Estou gravida e acho que isso ajuda minha admiração, quando vc toca nesse assunto, fico muito mexida.
Que tal então vc escrever um artigo e publicar no seu Blog algo sobre a Maternidade e a Arte de criar os filhos?
Um beijo e muita LUZ e PAZ para vc.
Prezada Regina
Meu ponto de vista: Globalização traduz em competitividade, faturar mais; ser melhor(esperto) que outro, para conseguir isso desconsidera-se honra, compaixão, fraternidade e humildade. Esta é a realidade nua e crua do nosso tempo. A troca de valores é brutal que muitas vezes sentimos ilhados e desamparados dos homens de bem. Normal é aceitar nova era?..Esta faltando AMOR e DEUS nos corações.
Conto com você para pelo menos minimizar e acalmar os corações…conte comigo.
Que Deus esteja com você.
Obrigado
me descreve o SBT como é ele se ele é legaL ???????????????
É triste e ao mesmo tempo assustador ler neste texto a descrição exata de nossa realidade. Com certeza vivemos em tempos dificies…qualidades nobres como o amor, a bondade, a compaixão e a empatia são raras hoje em dia.
Sabe Regina, quando comecei a ler o texto me lembrei das palavras de um sabio Rei do passado, que mostraram-se ser verdadeiras no decorrer do tempo. O Rei Salomão, inspirado por Deus, disse que o homem estaria dominando o homem para o seu proprio prejuizo. – Eclesiastes 8:9b…como são verazes estas palavras.
No entanto minha querida, gostaria de lhe falar sobre outra mensagem deixada pelo nosso maior instrutor, Jesus Cristo. Ele disse que embora o amor da maioria esfriasse, seus verdadeiros seguidores seriam reconhecidos pelo amor que teriam uns pelos outros…(Mateus 24:12;João 13:34,35)Regina é este amor que tem unido pessoas de diferentes raçãs e condições sociais em mais de 236 paises. Embora falem diferentes linguagens, todas elas falam a mesma lingua, o que a biblis chama de lingua pura.
Não sei se vc recebeu as revistas Despertai! e Sentinela que lhe enviei alguns meses atras. Lhe peço desculpas por não ter lhe enviado ainda os numeros mais recentes…mas vou lhe enviar, pois os ultimos artigos estão maravilhosos, vc vai amar.
Bom, não sei se vc lerá esta mensagem…espero q
que sim!
Um grande abraço
Priscila
Passou um filminho pela minha cabeça durante a leitura desse artigo. Um drama. Drama é meu gênero preferido, na ficção. Como corta o coração ler, assistir ou participar de dramas reais. Acho que o pior sentimento que podemos experimentar é o de impotência. Não saber por onde começar e nem o que fazer. Além da tristeza por saber que coisas assim acontecem diariamente e, aparentemente, só fazem diferença na estatística. Ai, Rê, o que será do mundo? O que será de tudo?
Muito bom esse artigo, viu, Rê?! Já tentei lê-lo antes, mas sempre me interrompiam. Sinto que o aproveitei. Nada é por acaso, talvez se tivesse lido antes não teria o mesmo efeito. Outra coisa, acho que já li algo sobre Lucia Maria Paleari. Não me recordo bem, só sei que o nome não me é estranho. Parabéns à ela pelo artigo!
“Manda quem pode, obedece quem tem juízo.”
Manda quem tem juízo, obedece quem não pode.
E pior…
Manda que não tem juízo, obedece quem não pode.
Beijos,
Dai
Dai,
esse artigo merece ser lido várias vezes mesmo.
Ele é muito profundo, mais do que pode parecer numa primeira leitura.
Beijos, querida.
Regina
Rê,
é um artigo bastante amplo e profundo mesmo. Eu estava lendo o Resumo do Manifesto da Transdisciplinaridade. Olha, eu só lamento a dificuldade de entendimento dessa abordagem científica, pois não alcança todos, e seria muito bom se alcançasse.
Também li sobre o pai da complexidade, Edgar Morin. Muito bacana o posicionamento dele.
“Complexo vem do Latim complexus, que quer dizer ‘Aquilo que é tecido em conjunto’”. É aquela coisa, tudo está interligado.
Parei, por hora! Deixa desatar o nó. rs
Beijos,
Dai