dezembro 2007

Monthly Archive

Feliz 2008

Posted by Regina Volpato on 28 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Declara    o Universal dos Direitos Humanos

na página:

http://www.dhnet.org.br/direitos/deconu/textos/integra.htm

Feliz Natal

Posted by Regina Volpato on 23 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

anjinho e passarinho

Que nesse Natal possamos encontrar
dentro dos nossos corações
a fé de que tanto necessitamos para continuarmos acreditando
que outro mundo é possível.
Um mundo com justiça social, onde ninguém seja discriminado.
Um mundo onde crianças não tenham como certo um futuro incerto.
Um mundo onde os idosos sejam respeitados e reverenciados.
Um mundo onde mulheres e homens estejam lado a lado, de mãos dadas,
sorrindo e acreditando no amanhã.
Um mundo onde, finalmente, comecemos a enxergar que
somos apenas uma parte,
uma ínfima parte,
de um todo incomensurável que está além,
muito além,
de tudo que possamos imaginar.

[img:anjinho_e_passarinho.gif,full,centralizado]

***

Estou em férias,
volto em janeiro.

Cuitelinho

Posted by Regina Volpato on 20 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

A1

Olá!

Há algum tempo recebi uma mensagem
que me indicava um vídeo no YouTube.
Fui verificar e fiquei encantada.
É um vídeo caseiro: Eto Ferrari e Andressa Ferrari
cantando Cuitelinho. Essa música foi recolhida
por Paulo Vanzolini e Antônio Carlos Xandó.
O vídeo me deixou profundamente emocionada.
Nele me deparei com a minha alma caipira,
criada que fui no interior do Estado de São Paulo.
Fico muito feliz em compartilhá-lo com vocês.

A2

Para assisti-lo é só clicar no endereço abaixo:

http://br.youtube.com/watch?v=uZjn_Uiny-c

****

Orquestra Mojimiriana de Viola Caipira

Outra belíssima interpretação de Cuitelinho.

AQUI!

***

O CUITELILHO ESTÁ AMEAÇADO DE EXTINÇÃO

Ouça na Rádio USP:
http://www.radio.usp.br/especial.php?id=3&edicao=cuitelinho

Fui vítima de preconceito algumas vezes

Posted by Regina Volpato on 16 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

Os motivos?
Ora, pensando bem, não posso afirmar com certeza quais foram os motivos. Posso até arriscar alguns palpites, mas a chance de errar seria grande demais. Mas isso, no final das contas, não é o mais importante pra mim, agora. Relembrando esse tipo de situação o que fica é a dor. Dói. Quem é vitima de preconceito sente a dor de não ter percebido a tempo de evitar o constrangimento; de ter agido com ingenuidade; de ter tido julgamento e condenação sem direito a qualquer explicação, nem defesa alguma. A sensação é a de ser pega no contra-pé.
Só que muito pior do que essa vivência é quando me percebo na polaridade oposta: quando a preconceituosa sou eu. Vergonha, é o que fica. De novo é como ser pega no contra-pé. O preconceito aparece de repente, sem que se perceba. Muitas vezes a ficha cai depois da ação. Depois que o mal foi feito. Como remediar? Há o que fazer? Pedir desculpas, seria de algum valor?
Houve uma época na minha vida em que me achei livre desse mal. Doce ilusão. Enorme pretensão. Eu achava que seria possível não ter preconceito, ser totalmente livre disso.
Hoje sei que, infelizmente, não é bem assim. Quando me percebo agindo de maneira preconceituosa, paro.Tento entender o ponto de vista do outro. Bem antes da condenação, é preciso entender que há muitas maneiras diferentes de agir e estar no mundo. Muitas maneiras. A minha é apenas uma delas.

Indico dois vídeos: um da Anistia Internacional. Rápido. Direto. Inteligente. O idioma é o português, falado em Portugal. Note que o Brasil é citado.
O outro, uma música muito alto astral, em espanhol, embala uma linda seqüência de imagens.
Isso tudo como pano de fundo para uma reflexão a respeito do preconceito. Tão nocivo e tão comum a todos nós.

***

Preconceito – Amnistia Internacional

preconceito3

na página:

http://br.youtube.com/watch?v=ZbVP4Q5hoU0

***

Preconceito

preconceito4

na página:

http://br.youtube.com/watch?v=9R71ITGOMTE

Legal, né?!

Posted by Regina Volpato on 15 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

A homenagem dos fãs do Orkut aconteceu na gravação do tema:
“Você gasta mais dinheiro com o carro do que com a casa”.
Este programa irá ao ar no dia 25 de dezembro.

Em pleno feriado!

Legal, né?!

Meu coração continua em festa

Posted by Regina Volpato on 13 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

Foto Regina e Ma  sa 3

Na gravação da última sexta-feira, 07 de dezembro, recebi uma “Homenagem dos fãs do orkut `a Regina Volpato”. Trata-se de um livro, feito com muito capricho. Há um texto inicial, assinado pelos fãs, muitas e muitas mensagens, comentários, cartas. Na capa, fotos minhas. Na contra-capa uma maravilhosa poesia.
Meus amores, vocês não imaginam como foi emocionante para mim ser o alvo dessa homenagem. Poderia dizer que fiquei feliz com ela. Mas, na realidade, a palavra feliz não traduz o que eu senti, e o que continuo sentindo. Lá no estúdio do Casos de Família, tive a sensação de que um filminho passava pela minha mente. Me revi criança, adolescente, me revi em vários momentos da minha vida. E, de repente, estava eu lá de novo no cenário do programa, ao lado da Maísa Bortoletto (foto), que tão bem representou vocês todos. Sei que o livro foi elaborado durante um mês. Parabéns pela brilhante idéia e pela agilidade com que vocês se organizaram.
Jamais esquecerei aquele dia. Jamais.
Mais ou menos como diz a Marina Colassanti no texto “Eu sei, mas não devia”, a gente se acostuma a ser desqualificado, desvalorizado, a não ter razão, a achar que não tem valor. Eu me acostumei a uma vivência de E.T. Como se eu fosse a mais esquisita do planeta. E assim, me acostumei a ser a diferente. A estranha. Quase acreditei que eu era toda errada. Novidade, pra mim, é receber elogio. É ser homenageada. Quem diria…
Soma-se a isso meu temperamento introvertido e pronto: perco o rebolado. Eu tremia toda, não sabia o que dizer. Até quebrei o broche que eu estava usando. Foi uma homenagem muito bacana. Presentão que guardarei para sempre!
Ainda não sei quando o programa irá ao ar. Pedi, encarecidamente, à produção que me avise, para que, assim, eu possa comunicar a todos vocês.
Muito obrigada!
Meu coração continua em festa.
Beijos,
Regina

Eu sei, mas não devia

Posted by Regina Volpato on 11 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

De
Marina Colassanti
Marina Colasanti

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

da página:
http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp

Nos desacostumamos a ver rostos de gente normal

Posted by Regina Volpato on 08 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

Outro dia resolvi ir a uma livraria comprar um presente para uma amiga. Lá me deparei com um livro lindo, com fotos da Marilyn Monroe. Folheando-o por alguns instantes sabe o que me chamou a atenção? Dei-me conta de que nos desacostumamos a ver rostos de gente normal. Olhando as expressões da Marilyn vi as marquinhas ao redor dos olhos, da boca. Parece que isso hoje deixou de existir. Haja botox!

No final do livro, encontrei a poesia de Ernesto Cardenal, Oração para Marilyn Monroe, que você pode ler e ouvir (declamada pelo próprio poeta!) abaixo.

Oração para Marilyn Monroe

Posted by Regina Volpato on 08 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

marilynmonroe copy

Oração para Marilyn Monroe

Ernesto Cardenal

Senhor

recebe esta moça conhecida em toda a terra pelo nome de Marilyn Monroe
ainda que este não seja o seu nome verdadeiro
(mas Tu conheces o seu nome verdadeiro, o da pequena orfã).
violentada aos 9 anos,
a empregadinha de loja que quis se matar aos 16
e agora se apresenta diante de Ti sem nenhuma maquilagem
Sem seu Agente de Imprensa
Sem fotógrafos e sem assinar autógrafos
sozinha como um astronauta diante da noite espacial.
Ela sonhou quando menina que estava nua em uma igreja
(de acordo com a Time)
diante de uma multidão prostrada, com as cabeças no chão
e tinha que caminhar na ponta dos pés para não pisar nas cabeças.
Tu conheces nossos sonhos melhor que os psiquiatras.
Igreja, casa, cova, são a segurança do seio materno
mas também é mais que isso.

As cabeças são os admiradores, é claro
(a massa de cabeças na escuridão debaixo de um jorro de luz).
Porém o templo não são os estúdios da 20th Century Fox
que fizeram de Tua casa de oração um covil de ladrões.

Senhor
neste mundo contaminado de pecados e radioatividade
Tu não culparás apenas uma empregadinha de loja.
Que como toda empregadinha de loja sonhou ser estrela de cinema.
E o sonho foi realidade (mas como a realidade do technicolor).
Ela apenas representou de acordo com o script que lhe demos
–O de nossas próprias vidas– E era um script absurdo.
Perdoa-lhe Senhor e nos perdoa
por nossa 20th Century
por esta Colossal Super Produção em que todos trabalhamos
Ela tinha fome de amor e oferecemos tranqüilizantes.
Pela tristeza de não sermos santos
recomendamos a Psicanálise.

Lembra-Te Senhor do seu crescente pavor da câmara
E seu ódio à maquilagem – insistindo em maquilar-se a cada cena –
e como se foi fazendo maior o horror
e maior a impontualidade nos estúdios.

Como toda empregadinha de loja
sonhou ser estrela de cinema.
E sua vida foi irreal quanto um sonho que um psiquiatra interpreta e arquiva.

Seus romances foram um beijo com os olhos fechados
que quando se abrem os olhos
descobrem-se embaixo de refletores
e os refletores se apagam.

E as duas paredes do quarto se desmontam (eram um set de cinema)
enquanto o Diretor se afasta com suas anotações
porque a cena já foi rodada.
Ou como uma viagem de iate, um beijo em Singapura, um baile no Rio
a recepção na mansão do Duque e da Duquesa de Windsor
vistas da sala do apartamento miserável.
O filme acabou sem o beijo final.
Acharam-na morta em sua cama com a mão ao telefone
E os detetives não souberam a quem ia chamar.
Foi
como alguém que discou o número da única voz amiga
e ouve apenas a voz de uma gravação dizendo: WRONG NUMBER
Ou como alguém que ferido pelos gangsters
estende a mão para um telefone desligado.
Senhor
quem quer que tenha sido a quem ela chamava
e não chamou (talvez ninguém
ou era Alguém cujo número não se encontra na Lista de Los Angeles)
atende Tu ao telefone.

Tradução de Roberto Schmitt-Prym

Ernesto Cardenal nasceu em Granada em 1925. É o mais celebrado poeta vivo da Nicarágua.

da página:

http://www.bestiario.com.br/maquinadomundo/ed6/cardenal.htm

foto original de Marilyn Monroe na página:

http://www.uhmc.sunysb.edu/surgery/oracion.html

Ernesto Cardenal:
Oração para Marilyn Monroe

Posted by Regina Volpato on 08 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

ouça o poema

Oração para Marilyn Monroe

na voz de

cardenal

Ernesto Cardenal

na página:
http://palabravirtual.com/bio.php?ir=ver_voz.php&wid=379

Ufa!

Posted by Regina Volpato on 06 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

Este ano de 2007 foi muito intenso pra mim. E importante também. Há alguns meses mergulhei num período de reflexão que beirou a uma crise existencial. Cheguei a citar alguma coisa no ar, durante o programa, e teve gente (que não conheço pessoalmente) que conseguiu captar esse meu momento com uma perspicácia incrível.
Esses mergulhos para dentro de mim mesma fazem parte da minha existência. Aprendi a não evitá-los, a não ter medo deles e, mais importante, aprendi que é a partir deles que eu posso me reinventar. Portanto, esses períodos são bem-vindos, por mais paradoxal que pareça.
Pois bem, se não fosse assim eu não teria entrado em contato com vocês! Olha só o que eu teria perdido!
Mesmo que virtualmente, conheci pessoas muito legais, me emocionei, me informei, me diverti com a maioria das mensagens que recebi.
Este blog está sendo uma nova e grata experiência na minha vida.
Como eu já contei, optei por não contratar assessoria nenhuma. Resolvi que eu iria aprender a lidar com essa tecnologia. Claro que tive a ajuda de profissionais da área. Aí entrou o Adriano, que manja do assunto, tem uma paciência enorme e é uma espécie de professor meu.
Mas, todo processo de aprendizagem exige tempo e humildade. Porque a gente erra mais no começo, né?
Confesso que me enrolei toda nos primeiros dias. Para ser bem sincera, a sensação era de estar numa tsunami. Eu me apavorava. Após ler os comentários, ao invés de aprová-los, sem querer, eu os deletava.
Cheguei a escrever para algumas pessoas me desculpando. Peço desculpas uma vez mais. E me curvo diante da minha incapacidade de aprender tanta coisa, tão rapidamente.
Recebi sugestões muito interessantes. Por exemplo: responder os comentários no próprio blog. Já comecei a fazer isso. Outra: espaço para comentários sobre o Casos de Famíia. Em breve trechos do programa poderão ser vistos aqui, com possibilidade para comentários.
Algumas críticas também vieram. E serviram para nortear o trabalho.
Mas, vejam vocês, apesar dos tropeços o blog está fazendo um mês hoje.
Viva!
Parabéns para todos nós!
Obrigada.
Beijos.

Só de sacanagem

Posted by Regina Volpato on 04 dez 2007 | Tagged as: Corrente do Bem

É muito comum escutar coisas sobre nós, nascidos neste país, que me incomodam e com as quais eu não concordo. Comentários do tipo: brasileiro é desonesto, corrupto, sem moral, oportunista, preguiçoso… e por aí vai. Não fazem parte do meu convívio pessoal, por exemplo, indivíduos que acham correto enriquecer ilicitamente, que apóiam a corrupção, que são inimigos do trabalho, da cultura, da boa conduta, que debocham dos outros. E tenho absoluta certeza de que não somos um grupo isolado. Há uma multidão que age e pensa de maneira semelhante.
Quando vi o trecho do show da Ana Carolina, lendo o texto da Elisa Lucinda, Só de sacanagem, senti um certo alívio! Dois aspectos me chamaram a atenção: o conteúdo da mensagem, claro, e o exemplo de como é possível cada um fazer a sua parte. Gestos pequenos, dentro da nossa rotina, podem ser valiosas contribuições. Ler o texto foi a ação da cantora.
Parabéns para as duas.

Texto de

elisalucinda

Elisa Lucinda

lido por Ana Carolina, na página:

www.youtube.com

foto:

www.releituras.com