Os motivos?
Ora, pensando bem, não posso afirmar com certeza quais foram os motivos. Posso até arriscar alguns palpites, mas a chance de errar seria grande demais. Mas isso, no final das contas, não é o mais importante pra mim, agora. Relembrando esse tipo de situação o que fica é a dor. Dói. Quem é vitima de preconceito sente a dor de não ter percebido a tempo de evitar o constrangimento; de ter agido com ingenuidade; de ter tido julgamento e condenação sem direito a qualquer explicação, nem defesa alguma. A sensação é a de ser pega no contra-pé.
Só que muito pior do que essa vivência é quando me percebo na polaridade oposta: quando a preconceituosa sou eu. Vergonha, é o que fica. De novo é como ser pega no contra-pé. O preconceito aparece de repente, sem que se perceba. Muitas vezes a ficha cai depois da ação. Depois que o mal foi feito. Como remediar? Há o que fazer? Pedir desculpas, seria de algum valor?
Houve uma época na minha vida em que me achei livre desse mal. Doce ilusão. Enorme pretensão. Eu achava que seria possível não ter preconceito, ser totalmente livre disso.
Hoje sei que, infelizmente, não é bem assim. Quando me percebo agindo de maneira preconceituosa, paro.Tento entender o ponto de vista do outro. Bem antes da condenação, é preciso entender que há muitas maneiras diferentes de agir e estar no mundo. Muitas maneiras. A minha é apenas uma delas.

Indico dois vídeos: um da Anistia Internacional. Rápido. Direto. Inteligente. O idioma é o português, falado em Portugal. Note que o Brasil é citado.
O outro, uma música muito alto astral, em espanhol, embala uma linda seqüência de imagens.
Isso tudo como pano de fundo para uma reflexão a respeito do preconceito. Tão nocivo e tão comum a todos nós.

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Preconceito – Amnistia Internacional

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na página:

http://br.youtube.com/watch?v=ZbVP4Q5hoU0

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Preconceito

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na página:

http://br.youtube.com/watch?v=9R71ITGOMTE