janeiro 2008
Monthly Archive
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Posted by Regina Volpato on 29 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Você já ouviu falar em Secos & Molhados?
Os rapazes que formavam o grupo fizeram um sucesso estrondoso, indescritível.
Olha o que nos disse o jornalista Luiz Carlos Maciel sobre eles:
“Se, naquele tempo, uma nave-mãe tivesse pousado, por exemplo, na Praça dos Três Poderes, em Brasília e despejasse através de suas portas alguns alienígenas, ela não teria causado um impacto, uma perplexidade e um maravilhamento que pudessem rivalizar com os provocados pelas primeiras apresentações ao vivo de um novo grupo de música chamado Secos & Molhados. Foi um espanto! O impacto inicial era o visual: nunca se tinham visto aquelas roupas, aquelas maquiagens, aquelas cores e desenhos. E mais: a movimentação no palco, em especial a coreografia exótica e sensual de Ney Matogrosso, era simplesmente desconcertante. O impacto seguinte era o sonoro, o espanto também era auditivo. O som dos Secos & Molhados surpreendia não apenas pelo timbre e registro insólito da voz de Ney mas também impressionava pela sua musicalidade exuberante, nas composições agudas e envolventes, nos arranjos modernos mas sutis e na qualidade contagiante das interpretações. A fase áurea dos Secos & Molhados é um momento singular na história da música popular brasileira. E eles só tiveram fase áurea! Surgiram e acabaram logo, para dar lugar a carreiras solo de seus componentes, como se tivessem sido o brilho súbito de um quasar, uma suave explosão, um sonho irrepetível.”
Quer conhecer ou, quem sabe,
recordar o que foi o grupo?
É só clicar
aqui!
Quer ver o Ney Matogrosso, anos depois, cantando
Homem com H?
Abração!!
Posted by Regina Volpato on 25 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Posted by Regina Volpato on 24 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Novidades no blog:
1. A pasta SITES foi ampliada.
A idéia é não parar por aí. Para começar, há links para quatro museus brasileiros: Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu Histórico Nacional (MHN) e Casa de Portinari. É um lindo passeio. Vale conferir.
2. Criação da pasta LIVROS.
São clássicos que você pode ler, reler, consultar, conhecer… enfim, preciosidades ao alcance de uns poucos cliques. Gratuitamente. Também há a possibilidade de ouvir os textos: há uma opção para áudio. Começaremos com Machado de Assis.
3. Outra pasta nova: MA-RA-VI-LHAS!.
São muitas imagens, vídeos, filmes, músicas que encontramos e/ou recebemos pela internet. Coisas que mexem com os sentimentos. Ou que simplesmente gostamos de ver. Sem compromisso. Sem objetivo. Pura diversão.
Isso é “MA-RA-VI-LHAS!“. Pra mim essa pasta é como um baú (nada a ver com o do meu patrão… rs rs rs) para ser aberto de vez em quando. Um baú onde encontramos brinquedos queridos.
4. A pasta FOTOS…
Bom, essa ainda está em processo criativo.
5. Aproveitando a ocasião, um pedido:
é legal publicar textos. Mas é muito importante publicar a FONTE de onde o texto foi copiado, ou o autor da obra. Caso não seja possível, de maneira alguma, descobrir tais informações, a opção é assumir que não conhece o autor. Hoje temos acesso a um gigantesco volume de informações e acabamos nos esquecendo de dar o crédito a quem produz conhecimentos, desrespeitando os direitos autorais.
6. Estou escrevendo para vocês e ouvindo o cd da Amy Winehouse, Back to Black. Estou apaixonada pelo trabalho dela. Não sei de que nave ela caiu. Mas veio em boa hora…
7. Ah! Quase me esqueço!
Outro pedido. Agora já são dois, né?
Eu não gostaria de magoar ninguém. Tento responder os comentários `a medida da minha disponibilidade. Quando eu demoro, ou não respondo, percebo que algumas pessoas ficam chateadas. Eu compreendo. Mas quero deixar claro que quando isso ocorre não é porque eu não gostei, ou não li. Sendo bastante sincera: comentário que eu não gosto eu não aprovo. Não é publicado. Se foi publicado, é porque eu achei legal. Blog é um espaço pessoal e, portanto, bastante subjetivo.
Bom, meus amores, por enquanto é isso.
Espero que vocês gostem e desfrutem das novidades.
Beijos,
Regina
Posted by Regina Volpato on 22 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Veja
Edição 1935
14 de dezembro de 2005
Quanto nós merecemos?
O ser humano é um animal que deu errado em várias coisas. A maioria das pessoas que conheço, se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas elas aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou subir além do chinelo: como qualquer pessoa que tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.

Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não nos contaram essa história direito. Fomos onerados com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e… mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
Nessa tona das águas da vida, por cima da qual nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –, somos assediados por pensamentos nem sempre muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nosso pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensinaram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, possivelmente daremos um jeito de que desmorone – a não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.
Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, muito mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis, obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofuscados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do governo sempre confiável. Sofremos sob o peso de quanto “devemos” a todas essas entidades inventadas, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente, tão frágil quanto nós.
Esses fantasmas nos questionam, mãos na cintura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas, está quase conquistando a pessoa amada, está quase equilibrando sua relação com a família, está quase obtendo sucesso, vive com alguma tranqüilidade financeira… será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos demais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e queremos trocar; se uma relação floresce, viramos críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito de podar carinho, confiança ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa perspectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso, mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas como uma opção burra e destrutiva, quem sabe poderíamos escolher coisas que nos favorecessem. E não passar uma vida inteira afastando o que poderia nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.
No conflitado e obscuro território do inconsciente, que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e iluminar, ainda nos consideramos maus meninos e meninas, crianças malcomportadas que merecem castigo, privação, desperdício de vida. Bom, isso também somos nós: estranho animal que nasceu precisando urgente de conserto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, barata, perto de casa – ah, e que não lide com notas frias?
Lya Luft é escritora
Posted by Regina Volpato on 18 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Posted by Regina Volpato on 15 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Posted by Regina Volpato on 10 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Posted by Regina Volpato on 06 jan 2008 | Tagged as: Corrente do Bem
Morro de medo de gente que não tem luz própria. Poucas coisas na vida me dão mais pavor que isso! São pessoas assim que atravancam a vida. Que insistem numa rotina sem nobreza de caráter, de atos e pensamentos.
E como vampiros, sugam as energias alheias impedindo iniciativas criativas, emperram decisões que levam em consideração o bem coletivo ao invés do pessoal. Tipos assim são difíceis de serem reconhecidos num primeiro momento porque, via de regra, eles são tão simpáticos, risonhos, divertidos, engraçados até. Dançam conforme a música, querendo parecer que estão de bem com a vida. Só que as intenções, as verdadeiras, estão lá embaixo, sorrateiramente escondidas. São os que se acham muito espertos! São os que acham ser possível enganar todo mundo o tempo todo. São os que acreditam que podem minar o outro.
Só que não podem. Não para sempre.
Porque a vida insiste em pulsar mais forte. A força da vida é maior. As oportunidades, cedo ou tarde, aparecem. As habilidades sobressaem. O talento explode, quer queiram ou não. Chega um momento, em que nada mais consegue barrar ou represar. É como uma panela de pressão que explode. Aí tudo se concretiza. As forças nefastas perdem poder.
E a vida retoma seu curso.
