Outubro 2008
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Regina Volpato em 28 Out 2008 | sob: Corrente do Bem
“Esperava-se que a Rio-92 pudesse ter uma declaração que fosse um novo marco para a ONU. Ainda em 1990 e início de 1991, o PrepCom anunciava que essa conferência produziria uma Carta da Terra, uma nova carta de princípios e direitos para orientar a conduta de todas as pessoas e nações. Entretanto, em função do conteúdo final da Declaração do Rio de Janeiro, alguns países não aceitaram que ela fosse um novo marco institucional ou político para as Nações Unidas. Como, em geral, as decisões na ONU são tomadas por consenso, aprovou-se a Declaração do Rio de Janeiro, mas sem considerá-la um marco de dimensões tão elevadas.
Por isso, e também querendo ir além de seu conteúdo, ambientalistas, lideres religiosos, intelectuais, políticos e ativistas de grupos e movimentos sociais negociaram nos anos que se seguiram à Rio-92 um outro documento com princípios não exclusivamente centrados nos Estados Nacionais. Esse documento recebeu o nome de Carta da Terra. Trata-se de um documento com princípios éticos fundamentais e diretrizes de condutas para orientar pessoas, organizações e países para a sustentabilidade do planeta.”
Aqui, a fonte original do texto acima. Os links foram colocado por este blog.
Para quem não viu, ou para quem deseja rever: a garota Severn Cullis-Suzuki discursa na Rio-92.
Publicado por Regina Volpato em 22 Out 2008 | sob: Corrente do Bem
“Após oito meses de investigação, o Greenpeace encontrou contaminação radioativa em amostras de água usada para consumo humano, coletadas na área de influência direta da mineração de urânio no município de Caetité, na Bahia (BA). A mina e uma unidade de beneficiamento de urânio são gerenciadas pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A denúncia, que demonstra que a geração de energia nuclear é perigosa e poluente desde a sua origem, faz parte do relatório Ciclo do Perigo - Impactos da Produção de Combustível Nuclear no Brasil, que o Greenpeace lançou nesta quinta-feira (16/10) em São Paulo.”
Publicado por Regina Volpato em 19 Out 2008 | sob: Corrente do Bem
Queridos amigos,
como todos, estou muito impactada com os acontecimentos da semana que passou: assassinato do diretor do presídio Bangu I, no Rio de Janeiro, com 60 (sessenta!) tiros; briga de polícias em São Paulo e o seqüestro das meninas em Santo André.
Este último, em especial, tem me deixado ainda mais triste.
Fico pensando no que aconteceu durante as mais de 100 horas em que Eloá permaneceu em poder do seqüestrador; no tanto que ela apanhou; o que ela ouviu; os abusos que sofreu.
Até quando mulheres serão tratadas com tanta covardia e crueldade?
Crime passional? Antes de tentar explicar a paixão, que fique bem claro que houve crime!
Que tipo de amor é esse?
Publicado por Regina Volpato em 14 Out 2008 | sob: Corrente do Bem
De

Dulce Critelli:
Ensinar a pensar
“De pensar morreu um burro”. “Quem pensa não faz”… Muitos ditos populares expressam um certo sarcasmo e desprezo em relação ao pensar, revelando uma crença, alimentada há séculos, de que o pensar atrapalha, emperra a ação, é coisa de quem não tem nada para fazer.
Quando se trata, então, da filosofia, esse deboche vai ainda mais longe, afirmando que todo pensador não tem pé na realidade e vive numa torre de marfim.
É certo que o tempo da reflexão conflita com a urgência do agir. Mas, nem sempre todo agir é assim urgente e, na maioria da vezes, parar para pensar nos salva de decisões equivocadas e prejudiciais. Pensar a respeito de alguma coisa ou de algum acontecimento, é compreender os seus verdadeiros sentidos e significados.
Um artigo publicado na Folha no dia 1º de outubro deste ano comentava o Saeb, exame federal de avaliação da aprendizagem de alunos do último ano do ensino médio. Mal alfabetizados, esses adolescentes, nas palavras do jornalista, “não conseguem, por exemplo, compreender o efeito de humor provocado por ambigüidade de palavras ou reconhecer diferentes opiniões em um mesmo texto”.
Quem não sabe ler, não sabe distinguir, nem rir de fato, nem pensar. É presa fácil de mistificações e sujeições, obediente a tudo o que causar a impressão mais forte.
O pensar, diz Sócrates, “abre os olhos do espírito”. E isto quer dizer que a reflexão explicita mal-entendidos, desvela segundas intenções, percebe mentiras, desautoriza preconceitos, descobre manipulações… Em decorrência, sentimo-nos capacitados para escolher, dizer não, colocar limites, mudar a ordem das coisas, redefinir destinos, desarticular dominações…
Em outras palavras, o pensar prepara nossa liberdade e nossa autonomia tanto quanto nos faz reconhecer as responsabilidades que nos cabem nas situações vividas.
Liberdade e autonomia, convenhamos, não são comportamentos muito bem-vindos na esfera político-social, porque ameaçam o poder vigente.
E na esfera da vida privada, a responsabilidade é, na maioria das vezes, temida e recusada pelas pessoas, porque cria encargos e compromissos.
Liberdade, autonomia, responsabilidade?… O pensar põe em perigo. E, em grande parte, por isso mesmo, ele é estrategicamente convertido em objeto de escárnio.
Ensinar a pensar. É esse o único projeto que poderia nos tirar do atoleiro de pobreza, de violência, de impotência em que vivemos. É um projeto cuja origem não está em nenhuma economia, nem ideologia ou política oficial. Não precisa de equipamentos especiais, nem depende da criação de uma secretaria do pensamento. É só uma atitude. Ensinar a pensar, aprender a pensar.
Fonte do texto
Publicado na coluna “Outras Idéias” , Folha Equilíbrio,“Folha de São Paulo”, de 25 de outubro de 2007
Publicado por Regina Volpato em 07 Out 2008 | sob: Corrente do Bem