Junho 2009
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por Regina Volpato em 29 Jun 2009 | sob: Corrente do Bem
O termo “psicopata” caiu na boca do povo, embora na maioria das vezes seja usado de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática.
Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos. Encantadoras à primeira vista, essas pessoas geralmente causam boa impressão e são tidas como “normais” pelos que as conhecem superficialmente.
No entanto, costumam ser egocêntricas, desonestas e indignas de confiança. Com freqüência adotam comportamentos irresponsáveis sem razão aparente, exceto pelo fato de se divertirem com o sofrimento alheio. Os psicopatas não sentem culpa. Nos relacionamentos amorosos são insensíveis e detestam compromisso. Sempre têm desculpas para seus descuidos, em geral culpando outras pessoas. Raramente aprendem com seus erros ou conseguem frear impulsos. Continua
Página fonte: Revista Mente e Cérebro
SCOTT O. e HAL ARKOWITZ
Scott O. Lilienfeld e Hal Arkowitz são professores de psicologia; o primeiro, da Universidade Emory, e o segundo, da Universidade do Arizona. – Tradução de Julio Oliveira
Publicado por Regina Volpato em 22 Jun 2009 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 15 Jun 2009 | sob: Corrente do Bem
Não consigo tirar da cabeça um estudo de psicologia divulgado há alguns dias nos Estados Unidos. Ele demonstra como um casamento infeliz é capaz de destruir a saúde do coração. A imprensa deu pouca atenção ao trabalho apresentado na reunião anual da Sociedade Americana de Psicossomática. Para mim, ele suscita uma discussão da maior importância. A minha escolha é mais um exemplo de que os jornalistas não são poços de imparcialidade. Como qualquer pessoa, somos esponjas do mundo. Captamos a realidade e somos tocados por ela a partir de referências e experiências muitos pessoais.
Talvez por isso eu tenha ficado tão interessada na pesquisa realizada pela psicóloga Nancy Henry, da Universidade de Utah. Ela recrutou 276 casais com idades entre 40 e 70 anos. Eram uniões duradouras – de 20 anos, em média. Nancy investigou a qualidade desses casamentos a partir de parâmetros como suporte mútuo, envolvimento emocional e frequência de desentendimentos sobre sexo, filhos e dinheiro. Os participantes também passaram por avaliações médicas como exames de sangue, medidas da pressão arterial e da circunferência da cintura.
Nancy descobriu que uniões desgastadas podem provocar depressão tanto nas mulheres quanto nos homens. Mas as mulheres que vivem casamentos infelizes parecem estar mais sujeitas a desenvolver sintomas fisiológicos da chamada síndrome metabólica. Ela é caracterizada por sinais como acúmulo de gordura abdominal, hipertensão, excesso de açúcar no sangue, baixos níveis de colesterol bom (o HDL, que ajuda a limpar as artérias) e excesso de triglicérides. Quem tem pelo menos três dessas cinco características tem a tal síndrome metabólica. Ela aumenta o risco de infarto, AVC e diabetes.
Por que as mulheres sofrem mais? “As mulheres parecem basear o conceito que elas têm de si mesmas na qualidade das relações que elas vivem. Talvez por isso um casamento ruim tenha um impacto tão grande na saúde física e emocional das mulheres”, diz Nancy. Continua
Página fonte: Revista Época
CRISTIANE SEGATTO
Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo
Publicado por Regina Volpato em 12 Jun 2009 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 08 Jun 2009 | sob: Corrente do Bem
De

Adélia Prado:
Casamento
Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como “este foi difícil”
“prateou no ar dando rabanadas”
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Texto retirado do livro:
“Adélia Prado - Poesia Reunida”, Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.
Publicado por Regina Volpato em 01 Jun 2009 | sob: Corrente do Bem
O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os
supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em
saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do
produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num
saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como
algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco
plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível,
costumamos reagir com reclamações indignadas.
Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico. Outro
dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma
situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha
pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto
automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera
caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que
explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.
Continua
Página fonte: Observatório da Mulher
André Trigueiro
Redator e apresentador do Jornal das Dez, da Globonews. Na Rádio Viva Rio AM, apresenta o programa Conexão Verde. O jornalista é pós-graduado em Meio Ambiente pela MEB COPPE/UFRJ.