Outubro 2009
Arquivo Mensal
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Publicado por Regina Volpato em 26 Out 2009 | sob: Corrente do Bem
« Os elementos que compõem a matéria, existem não só como matéria, mas também como símbolo. »
A química oculta, ou alquimia, difere da química vulgar ou normal, apenas quanto à teoria da constituição da matéria; os processos de operação não diferem exteriormente, nem os aparelhos que se empregam. É o sentido, com que os aparelhos se empregam, e com que as operações são feitas, que estabelece a diferença entre a química e a alquimia.
A matéria do mundo físico é constituída de três modos, todos eles simultaneamente reais: só dois desses modos interessam a um nível conceitual diferente, e não é atingível por operações, aparelhos ou processos que sequer se parecem com os que se empregam em qualquer cousa que se chame «química» ou «física» «ocultas» ou não.
A matéria é na verdade, e como crêem o físico e o químico normais, constituída por um sistema de forças em equilíbrio instável, formando corpos dinâmicos a que se pode chamar «átomos» Porque isto é real, e a matéria, considerada fisicamente, é na verdade assim constituída, são possíveis as experiências e os resultados dos homens de ciência, e a matéria é manipulável por meios materiais, por processos apenas físicos ou químicos, e para fins tangíveis e imediatamente reais.
Mas, ao mesmo tempo, os elementos que compõem a matéria têm um outro sentido: existem não só como matéria, mas também como símbolo. Há, por exemplo, um ferro-matéria; há, porém, e ao mesmo tempo, o mesmo ferro, um ferro-símbolo. Cada elemento simboliza determinada linha de força supermaterial e pode, portanto, ser realizada sobre ele uma operação, ou acção, que o atinja e o altere, não só no que elemento, mas também no que símbolo. E, feita essa operação, o efeito produzido excede trancendentalmente o efeito material que fica visível, sensível, mensurável no vaso ou aparelho em que a experiência se realizou.
É esta a operação alquímica.
E isto no seu aspecto externo: porque, na sua realidade intima, é mais alguma cousa do que isto. Como o físico (incluindo no termo o químico também), ao operar materialmente sobre a matéria, visa a transformar a matéria e a dominá-la, para fins materiais; assim o alquímico, ao operar materialmente quanto aos processos mas transcendentemente quanto às operações, sobre a matéria, visa a transformar o que a matéria simboliza, e a dominar o que a matéria simboliza, para fins que não são materiais.
A semelhança, porém, pára aqui. O resultado da experiência física é um produto externo, com que o operador não tem nada, excepto vê-lo, ou ser dono dele, se o é. Mas na experiência alquímica a «força», que o corpo trabalhado simboliza, está em contacto directo com o espírito do operador, e não só do operador, como também de quantos conscientemente o auxiliam (embora sem conhecimento alquímico) na suas experiências. O resultado da experiência, portanto, afecta o operador e os seus «adjuntos» (como se diz) de uma forma diversa e diversamente importante.
s.d.
Fernando Pessoa: O Amor, A Morte, A Iniciação . Yvette K. Centeno. Lisboa. Regra do Jogo, 1985. - 125.

Publicado por Regina Volpato em 19 Out 2009 | sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 13 Out 2009 | sob: Corrente do Bem
Olá meus queridos amigos!
Como o prometido, antes que outubro terminasse, voltei.
Ou melhor, estou voltando. Porque tenho a sensação que depois de algumas viagens, dependendo das vivências, o corpo vem primeiro. Depois, aos poucos, é que a alma vai chegando. Portanto, não seria errado dizer que estou aqui, mas também um pouco lá e há um tantinho no meio do caminho. Leva um certo tempo juntar tudo…

Antes de mais nada, preciso agradecer a todos que prestigiaram este espaço no TOP BLOG 2009. Eu estava ansiosa para fazer isso. Não consegui antes porque tive muitos problemas para acessar o blog ultimamente.
MUITO OBRIGADA! MUITO OBRIGADA! MUITO OBRIGADA! MUITO OBRIGADA!
Fiquei tão contente. O segundo lugar, na categoria Cultura, pelo juri popular, me encheu de orgulho. Muito obrigada, mais uma vez, a todos que prestigiam meu trabalho. Tenho o maior carinho por este blog. Dedico a ele algo que jamais terei de volta: meu tempo. Tudo aqui é fruto de muita dedicação, seriedade, respeito e reflexão.
Bom, vamos aos fatos.
A viagem foi ótima. Estudei bastante. Aprendi muito; sobre muitas coisas. Fiz amigos. Conheci outras culturas. E o mundo, que estava começando a parecer tão pequeno diante dos meus olhos, voltou a ser grande.
Fiz aula de surf. Consegui até ficar em pé na prancha, umas poucas vezes, é verdade. Mas já foi o suficiente para sentir o gostinho de deslizar na onda. Nadei com tubarões soltos na natureza. Fiquei com medo mas enfrentei. Dei de cara com uma enorme tartaruga, nadando no mar. Foi engraçado porque nos assustamos uma com a outra. E, imediatamente, fomos uma para cada lado, bem rápido! Fiz uma visita a um planetário super bacana. Depois, com mais calma, vou ver se coloco um link para ele aqui. Acompanhei muitas vezes, emocionada, o pôr-do-sol. Espetáculo maravilhoso. Parecia que nossa estrela mergulhava, majestosa, no oceano. Senti na pele o ventinho morno, que na minha fantasia, soprava do oriente. Passei bastante tempo sozinha também. Adoro poder desfrutar da minha companhia.
Ao final do curso, meu marido foi me encontrar e fomos para o Havaí.
Era um desejo antigo ir para lá. Desde quando eu via na TV os filmes com o Elvis Presley. Minhas expectativas se confirmaram. Adorei.
Foi tudo muito proveitoso mas eu estava com saudade. Adoro minha vida aqui. Senti falta de acessar o blog.
Ainda não sei qual será a programação daqui para frente. Como eu disse, acabei de chegar. Este post é porque fiz questão de dar um alô para vocês o mais rápido possível. Afinal, os amigos são os primeiros a saber, né?!
Com carinho,
Regina Volpato