dezembro 2009
Monthly Archive
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Posted by Regina Volpato on 29 dez 2009 | Tagged as: Corrente do Bem
Posted by Regina Volpato on 21 dez 2009 | Tagged as: Corrente do Bem

Vejo o pôr-do-sol como um presente divino.
Sempre que posso tento não perder a oportunidade de apreciar os instantes finais da nossa estrela iluminando a paisagem. Meu pensamento vai longe enquanto sinto a mudança de temperatura, observo as sombras e me entretenho com o lusco fusco. Adoro. Fiz esta foto em setembro deste ano. E já no momento em que ela foi clicada pensei em coloca-la aqui, na época do Natal. Minha intenção foi (e continua sendo) dividir o espetáculo com vocês.
Desejo a vocês, meus amores, tranquilidade e paz.
Independente de crença ou religião, que possamos estar perto de quem amamos e, mais importante, que estejamos perto de nós mesmos. Viver sem desenvolver por inteiro o potencial que existe dentro de cada um de nós e acomodar-se com menos é ser tolo. Que tenhamos coragem para tirar as máscaras e os disfarces com os quais tentamos enganar a nós mesmos. Coragem para romper com o estabelecido e buscar o novo. Um novo dentro de nós. Uma nova maneira de ser, mais focada na colaboracão. Só com coragem é possível deixar de ser tolo e conquistar tranquilidade e paz.
Com todo meu afeto,
Feliz Natal!
Posted by Regina Volpato on 14 dez 2009 | Tagged as: Corrente do Bem
Crise, palavra pessimista, foi trocada nos anos setenta pelo significado chinês de “oportunidade”, palavra otimista. No entanto, o pessimismo e o otimismo são lados de uma mesma moeda: o desejo de controle. O que não queremos aceitar é que uma crise é convulsão, é involuntária, é fronteira entre nossa atitude e a vida.
A crise é percebida como escassez e se dá mais na relação com a vida do que na realidade. Esquecemos que a vida é em si abundância, um fenômeno para além do descrito por Darwin. Não é a competição que faz a vida, é o compartilhar; não é a escassez que determina o vencedor, mas a capacidade de se relacionar com o meio ambiente de uma forma abundante.
A ecologia, por exemplo, martela a idéia da escassez. Verdade que a mentalidade da falta favorece a contenção, mas também o desejo por acumulo, a competição e o foco na míngua. A penúria é sempre localizada na insuficiência do recurso e nunca na relação de insatisfação. E sobre isso muito tem a dizer o profeta bíblico. Há 25 séculos disseram que a grande evolução espiritual seria de ordem econômica e ética. E se daria na mudança de foco da escassez para a abundância. Não seria a oferta e a demanda que ditaria os valores, mas os valores internos que regulariam a relação com a oferta e a demanda do momento. E eles nos ofereceram um “case”, um modelo experimental:
O profeta Eliseu se viu com cem homens tendo apenas vinte pães. Seu servo disse: “Como hei de pôr isto diante de cem homens? E disse ele: Dá para que comam; comerão, e sobejará”. Comeram e sobrou.
O racionalista lê esta passagem como piedosa desprovida de realidade. Já o crente a lê como uma prova de milagre, de que a realidade é moldável à moral e às expectativas de bondade. Ambas atendem ao desejo de controle e não abarcam o sentido do profeta. O profeta não produz mais pães. Só existem vinte. O que o ele promove é uma relação distinta com a vida. Para que vinte pães alimentem cem homens é necessária uma nova relação com estes recursos. Se o seu foco for a escassez irão matar uns aos outros. O que eles precisam é descobrir alternativas que resgatem a abundância. O profeta não interfere na realidade de oferta e demanda, mas estabelece uma nova relação com o recurso, uma nova economia. A fartura dessa nova relação se dá em ativos de natureza diferente. Há ativos do tipo “soma-zero” que não se reduzem e escasseiam na divisão. Óbvio isto não ocorre com a riqueza ou o poder, mas sim com o conhecimento, a confiança, a amizade, a gentileza e o amor. Esses artigos não rareiam com a divisão, ao contrário, se multiplicam. Só fazendo uso deste tipo de comodities vinte pães podem satisfazer e sobrar para cem homens. Somente elas poderão incluir uma nova metade esquecida da população mundial que quer desfrutar de abundância já que isso não se fará pelos recursos, mas por uma nova relação com a vida.
Nossa relação é equivocada. Olhamos o espaço e o percebemos escasso. A terra não é o lote, o hectare; mas a relação com a vida. Olhamos nosso tempo e o percebemos escasso. Os momentos não são as horas, os dias, a longevidade; mas as escolhas de cada instante. Não há escassez na interação que o espaço promove e não há escassez nas escolhas que o tempo permite.
As crises são advertências daquilo que é, mas não queremos aceitar. Não se trata de conformismo, mas economia. A multiplicação dos pães não virá nem por ilusão ou hiper-realismo. Estará sempre disponível à espécie que souber sair da zona de conforto e se guiar pela abundância, que é por onde a vida passa.
Artigo publicado em:
O GLOBO – 1º CADERNO – OPINIÃO – 27 de setembro de 2008
Posted by Regina Volpato on 07 dez 2009 | Tagged as: Corrente do Bem
Amigo é a melhor coisa do mundo. Nada mais verdadeiro, confirmam os psicólogos. Segundo estudos recentes, relações estáveis entre pessoas estimulam a saúde mental e física e até mesmo prolongam a vida.
Contatos sociais parecem ter colaborado para que, na evolução, nosso cérebro se transformasse em órgão de alta capacidade. Robin Dunbar, da Universidade de Liverpool, já havia chegado a essa conclusão há alguns anos. O antropólogo e psicólogo evolucionista percebera que, nos macacos, havia relação entre o tamanho do cérebro e o número de integrantes do grupo: quanto mais elementos tivesse o bando de uma espécie, mais volumoso seria o córtex dos animais.
A partir daí, Dunbar criou uma hipótese sobre o “social brain” (cérebro social), segundo a qual o desenvolvimento das estruturas sociais teria impulsionado a evolução do cérebro. Pois, de acordo com ele, quanto maior o grupo, tanto mais informações sobre os outros indivíduos têm de ser processadas pelo cérebro para que o convívio social possa funcionar. Sendo assim, porém, a capacidade de processamento do cérebro também limitaria o tamanho de nosso círculo social – segundo Dunbar, aproximadamente 150 pessoas. Continua
Página fonte: Revista Mente e Cérebro
Klaus Manhart é filósofo e cientista social.