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Minutos antes da prova

E não é que consegui?!
Estou rindo até agora. Foi muito legal! Curti a prova do começo ao fim.
Ontem, 31/12/2009, já acordei ansiosa com a corrida. Almocei no horário de sempre, nada muito pesado e `as 15:30h fomos para a avenida Paulista. Chegar lá é contagiante. As pessoas na rua andam de um lado para outro em meio aos atletas que alongam-se. Crianças procuram os que estão fantasiados, pais com bebês de colo observam. O clima é de confraternização. Eu estava animada mas com um frio na barriga…


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Pouco antes da hora da largada fomos para perto do Masp. Uma multidão também estava lá conosco. Depois que a prova começou ainda esperamos mais de 15 minutos para começar a correr. Era muita gente. Nada de empurra-empurra. Nada de falta de educação. Um calorão. Já fui acompanhar o Fernando em muitas corridas de rua. E sempre me emociona esse momento: quando os corredores estão esperando para começar a prova. Estar ali é a etapa final depois de infinitos treinos, de muito esforço; a vontade de se superar paira no ar. Como espectadora acho essa hora mais tocante que a chegada.

Durante minha preparação para a São Silvestre eu ficava pensando no que poderia acontecer comigo nessa hora, na largada. E muitas vezes meus olhos ficavam marejados só de me imaginar ali, no meio da multidão, corajosa, me lançando na aventura de tentar completar a prova. Achei que eu ia chorar, que minhas pernas iam ficar bambas. Que nada!

Eu estava radiante. A ansiedade passou assim que comecei a correr. Eu estava tão feliz de estar ali! E essa sensação continuou durante os 15 km. Em todo o percurso há pessoas aplaudindo. E muitas situações hilárias! Quando estávamos no Minhocão havia uma mulher num apartamento que cantava no karaoke uma música da Madonna. Ela colocou o alto falante virado para fora e foi o som dela que embalou boa parte desse trecho. Maior balada! Na Barra Funda, um bairro residencial da cidade, famílias com cadeiras na calçada apreciavam o movimento enquanto as crianças com mangueiras (ou esguicho) nos davam um refresco, molhando quem queria. Uma delícia! Mas aí começou a ficar mais difícil. Continuou divertido, mas bem difícil. Era o meio da prova. Passamos pelo centro. Muitos bares, com mesas na calçada, churrasquinho, gente bebendo cerveja e nos oferecendo ‘uma geladinha’. Cruel. Logo depois, largo São Francisco e a temida Brigadeiro. Jizuizi, que subida interminável. Mas não parei!!!!!!! Quando entrei na Paulista, já pertinho do fim, eu não cabia em mim de felicidade. Outro momento que, na minha fantasia, ia me fazer chorar. Longe disso! Eu estava tão orgulhosa de mim, tão feliz, realizada. O Fernando não parava de me dar os parabéns. Foi muito gostoso!

A sensação de vitória é indescritível. Eu sempre quis correr a São Silvestre. Sempre admirei os que participavam dela. Mas pensava: ‘não é pra mim’. Eu achava que tinha que ser super-herói para participar da prova. E não precisa. Agora sei que não precisa. Muito esforço, determinação, coragem, concentração, força para vencer a preguiça, respeito pelos limites do corpo… tudo isso é sim essencial. Não é uma prova fácil.
Estou tão feliz! Tão orgulhosa de mim!

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Muito obrigada por vocês que torceram para que eu conseguisse. Vocês, sempre comigo, não?!
Obrigada, de novo. Mais um capítulo para nossa história.
E assim, terminou para mim, o ano de 2009.
Que venha 2010. Estou pronta. Revigorada.
Confiante para os novos desafios que certamente virão.
Agora, mais ninja do que nunca!

Beijos, meus amores.

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