março 2010
Monthly Archive
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Posted by Regina Volpato on 29 mar 2010 | Tagged as: Corrente do Bem
A paz e a vida na Terra estão ameaçadas por atividades humanas não compromissadas com valores humanitários. A destruição da natureza e seus recursos é resultado da ignorância, da cobiça e da falta de respeito pelos seres vivos, incluindo nossos próprios descendentes. As gerações futuras herdarão um planeta extremamente degradado, caso a paz mundial não se efetive e a destruição da natureza continue nesse ritmo.
Nossos ancestrais viam a Terra como rica e generosa, o que ela realmente é. Muita gente no passado também via a natureza como inexaurivelmente sustentável. Está comprovado que caso cuidemos bem da Terra, ela pode ser efetivamente uma fonte inesgotável de recursos.
Não é difícil perdoar a destruição causada à Terra no passado, fruto da ignorância. Hoje, contudo, temos fácil acesso a todo o tipo de informação e é essencial que examinemos eticamente o que herdamos, quais são nossas responsabilidades e o que passaremos para as gerações vindouras. Muitas dessas gerações poderão não conhecer habitats, animais, plantas, insetos e microorganismos da Terra. Temos a capacidade e a obrigação de agir e devemos fazê-lo antes que seja tarde demais. O mesmo cuidado que temos em cultivar relações pacíficas com nossos semelhantes, deve ser estendido ao meio ambiente.
E não apenas por uma questão moral ou ética, mas pela nossa própria sobrevivência. Para a geração presente e para as futuras, o meio ambiente é fundamental. Se o explorarmos exaustivamente, podemos receber algum benefício hoje, mas, a longo prazo, sofreremos as conseqüências. Quando o meio ambiente se altera, as condições climáticas também se alteram e, por conseguinte, nossa saúde está sendo muito afetada. Repetindo, a conservação não é meramente uma questão moral, mas sim da nossa própria sobrevivência.
Portanto, para conseguirmos proteção e conservação ambiental mais eficazes, é essencial que o ser humano desenvolva um equilíbrio interno. O desconhecimento em relação à importância da preservação do meio ambiente causou graves danos à humanidade. Precisamos agora ajudar as pessoas a compreenderem a necessidade urgente da proteção ambiental para a nossa sobrevivência.
Se você quer ser egoísta, então seja sábio e não mesquinho em seu egoísmo. A chave está no nosso senso de responsabilidade universal. Essa é a verdadeira fonte de luz, a verdadeira fonte de felicidade. Se esgotarmos tudo o que estiver disponível na Natureza, como árvores, água e sais minerais, e não fizermos um planejamento adequado para as próximas gerações, para o futuro, certamente estaremos em falta. Entretanto, se tivermos um verdadeiro senso de responsabilidade universal como força motriz, nossa relação com o meio ambiente e com nossos vizinhos serão bem mais equilibradas.
Por último, a decisão de salvar o meio ambiente deve brotar do coração do homem. Clamemos a todos para que desenvolvam um senso de responsabilidade universal fundamentado no amor, na compaixão e na clareza de consciência.
(Texto extraído da obra A Policy of Kindness, Snow Lion Publications, 1990.)
Página fonte: Dalai Lama
Posted by Regina Volpato on 27 mar 2010 | Tagged as: Corrente do Bem

Avise os amigos! Avise os vizinhos! Ainda dá tempo!
Posted by Regina Volpato on 22 mar 2010 | Tagged as: Corrente do Bem
De
Os Meus Livros
Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.
Jorge Luis Borges, in “A Rosa Profunda”
Jorge Luis Borges
(1899-1986)
Escritor argentino
Posted by Regina Volpato on 15 mar 2010 | Tagged as: Corrente do Bem
A escola pode ser uma tortura para crianças que são vítimas de bullying – a intimidação física e psicológica feita por alunos briguentos. O fenômeno, que também envolve a disseminação de apelidos, boatos e fofocas, é mais comum que se supõe.
por Mechthild Schafer
Os meninos atacam Basini quase toda noite, arrancando-o da cama e empurrando-o escada acima para o sótão. Nenhum professor vai ouvir seus gritos de lá. Eles o forçam a se despir, então fustigam suas costas. Nu e indefeso, o garoto se encolhe enquanto seus torturadores o fazem gritar “Eu sou uma besta!”. Durante o dia, outros estudantes o cercam no pátio e o empurram até ele cair, sangrando e sujo.
O jovem Törless, de Robert Musil, romance sobre os anos da puberdade passados num colégio interno da Áustria na virada do século, foi publicado em 1906. Os impulsos que fervem por trás dos muros da Academia Militar Imperial e Real podem soar como relíquias embaraçosas de uma era passada, mas não são. Violência de um grupo contra um indivíduo, acobertada pelos colegas e mantida a distância pelos professores, ainda acontece nas escolas hoje. E o bullying – termo em inglês para intimidação física e psicológica -, assim como a disseminação regular de apelidos depreciativos, boatos e fofocas, são mais comuns que a sociedade, os funcionários de escolas e os pais gostariam de acreditar.
Nos Estados Unidos, infelizmente, foi preciso ocorrer um episódio de violência chocante para chamar mais atenção ao problema. O tiroteio na escola secundária Columbine, no Colorado, foi uma tentativa trágica de revide de dois meninos que vinham sendo intimidados por dois atletas populares da escola. O bullying foi um dos fatores que levaram Jeffrey Weise para uma vida de isolamento antes de partir para o tiroteiro desordenado de retaliação na Red Lake High School em Minnesota, matando nove pessoas e a si próprio. E todos os anos adolescentes cometem suicídio, deixando para trás bilhetes como o de uma menina canadense de 14 anos: “Se eu tentar buscar ajuda, será pior… Mesmo se eu delatasse, nada os deteria”. As escolas devem tomar medidas mais agressivas para parar o tormento, e a mais importante é entender melhor o que motiva os autores de bullying.
Continua
Página fonte: Revista Mente e Cérebro
Mechthild Schafer é livre-docente em psicologia educacional da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha.
Posted by Regina Volpato on 08 mar 2010 | Tagged as: Corrente do Bem
Outro dia ouvi a seguinte historinha:
Um súdito foi até o Rei e perguntou:
O senhor que é tão sábio, poderia dizer o que é que as mulheres buscam?
O Rei, muito honesto, disse não saber qual a resposta mas se comprometeu a sair em busca dela. E assim foi feito. Para a missão, convocou seu fiel escudeiro. Partiram os dois, com a intenção de vasculhar o reino e só voltar com a solução do ‘enigma’. Andando pela floresta, encontraram um mulher muito feia. Uma bruxa. Horrorosa. Medonha. Eles ficaram assustados com a aparição daquela figura que foi logo dizendo, antes mesmo que eles falassem qualquer coisa:
Eu tenho a resposta que vocês buscam.
Eles se entreolharam animados. E ela continuou:
Mas antes que eu a diga, preciso ser beijada por um de vocês dois.
O Rei, sem pensar muito, foi logo incumbindo o fiel escudeiro de encarar o desafio. Durante o beijo a bruxa se transformou numa mulher muito, muito linda. Meiga. Encantadora. O rapaz começou a achar aquela situação toda muito interessante… ele poderia até casar com ela… Muito intuitiva, ela prosseguiu:
Se você quiser, poderá se casar comigo. Mas terá que fazer uma escolha. Você me vê bonita durante o dia e, assim, poderá se orgulhar perante sua família e amigos por ter uma mulher bonita ao seu lado e `a noite terá que dormir com uma bruxa. Ou, ao contrário, assumir que é casado com uma bruxa e ter minha versão linda `a noite, só para você. O que você prefere?
Ele, pensou, pensou e respondeu com um sorriso:
Ah… você escolhe.
E assim eles encontraram a resposta: autonomia.
O que as mulheres buscam é autonomia para poder fazer suas escolhas.
Posted by Regina Volpato on 06 mar 2010 | Tagged as: Corrente do Bem
Posted by Regina Volpato on 01 mar 2010 | Tagged as: Corrente do Bem
As nossas vidas, as nossas culturas, são compostas por muitas histórias sobrepostas. A romancista Chimamanda Adichie conta a história de como descobriu a sua voz cultural – e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.
(Para assistir com legendas, clique em “View subtitles” e escolha o idioma.)
